Venda do OpernTurm por 850 milhões cai por terra. Seria a maior transação imobiliária de escritórios na Europa desde 2022
Empresário de Munique não conseguiu angariar fundos suficientes para adquirir o OpernTurm, em Frankfurt, que tem o suíço UBS como inquilino, num negócio que estava avaliado em 850 milhões de euros.
Afinal, a venda do OpernTurm, uma torre de escritórios em Frankfurt que conta, por exemplo, com o banco suíço UBS como inquilino, não se vai concretizar. Aquele que seria o maior negócio imobiliário de escritórios da Europa desde 2022, no valor de 850 milhões de euros, fracassou após o potencial comprador não ter conseguido angariar os fundos necessários, segundo avança o Financial Times (acesso pago).
Erich Schwaiger, um empresário e promotor imobiliário de Munique, estava em negociações avançadas para adquirir o edifício ao JPMorgan Asset Management e ao fundo soberano de Singapura GIC. Em vez disso, os proprietários do OpernTurm estarão agora a considerar o seu refinanciamento.
Durante anos, Schwaiger construiu uma carteira imobiliária residencial significativa em Munique, tendo mudado recentemente o seu foco para o imobiliário comercial com a aquisição de ativos de retalho de primeira linha (espaços comerciais localizados em zonas premium e com inquilinos de grande prestígio) após a insolvência da Signa, do austríaco René Benko.
A aquisição do OpernTurm teria sido a maior venda de um edifício de escritórios na Europa desde setembro de 2022, quando o 21 Moorfields, a atual sede do Deutsche Bank no Reino Unido, em Londres, foi vendido por 935 milhões de euros, de acordo com dados da MSCI.
O setor mostrava-se otimista quanto às perspetivas de negócios para o ano quando se reuniu numa conferência em Cannes, algumas semanas após os EUA e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão. Contudo, à medida que os custos de financiamento subiram ligeiramente e o conflito se prolongou, algumas vendas estão a esmorecer, com os investidores a ponderarem se devem avançar agora ou esperar.
Os dados da MSCI indicam que os volumes de investimento no primeiro trimestre em todos os setores imobiliários comerciais registaram uma queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. “É a volatilidade externa, principalmente o conflito no Irão, que mais uma vez assustou o mercado e causou o abrandamento na conclusão de negócios”, escrevem os analistas da empresa.
Uma fonte citada pelo jornal britânico afirmou que a OpernTurm era um “ativo de prestígio” sustentado por contratos de arrendamento de longo prazo. Qualquer aumento de valor teria de ocorrer gradualmente através de aumentos de renda, em vez de uma remodelação em grande escala.
A mesma fonte acrescentou que o valor pretendido era irrealista no clima atual, a menos que os compradores tivessem um desejo estratégico específico de aumentar a sua exposição a Frankfurt por razões de diversificação.
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