BCP está a 4 cêntimos de valer 1 euro e já é a terceira maior cotada do PSI
Banco liderado por Miguel Maya já vale mais de 14 mil milhões de euros na bolsa e apenas as duas EDP valem mais. Ações renovaram máximos de 11 anos. Adeus penny stock.
O BCP BCP 3,62% continua a sua escalada na bolsa de Lisboa. Esta quinta-feira, fechou a menos de 4 cêntimos de valer um euro por ação e está prestes a deixar de considerada uma penny stock. Uma movimentação que surge depois de o ECO ter noticiado que a seguradora Ageas está a avaliar a entrada no capital do banco português.
Os títulos do único banco liderado por Miguel Maya valorizaram 0,56% para 0,9616 euros, o valor mais elevado desde o dia 27 de julho de 2015, há cerca de 11 anos.
Este desempenho permitiu ao BCP superar a barreira dos 14 mil milhões de euros em termos de capitalização de mercado. O banco é a terceira maior força bolsista do PSI, apenas atrás das duas EDP (EDP e EDP Renováveis) e à frente da Galp e Jerónimo Martins.
Desde o início do ano o BCP valoriza mais de 7%. Este desempenho fica ainda assim aquém do registo da bolsa de Lisboa, que soma mais de 10% em 2025.
Esta quinta-feira o banco voltou a ser alvo de uma revisão em alta por parte dos analistas. O Morgan Stanley melhorou o preço alvo de 0,87 euros para os 0,89 euros. O banco americano é apenas um dos seis analistas que avaliam o BCP abaixo de 1 euro. Os restantes 15 consideram que o banco poderá atingir ou superar a fasquia de um euro nos próximos 12 meses.
O bom momento na bolsa pode dar maior conforto ao BCP num momento em que se perspetivam mudanças de fundo na sua estrutura acionista. O grupo chinês Fosun está a explorar as opções para a sua participação de 20,45% no banco português, depois de ter vendido 10% há dois anos.
O ECO noticiou esta quinta-feira que a seguradora Ageas poderá assumir uma participação de 5%. O grupo belga não quis comentar “rumores de mercado”, mas sublinhou que mantém uma parceria de bancassurance “sólida e duradoura com o BCP desde 2005”.
No início deste mês, os acionistas aprovaram a distribuição de 90% dos lucros através de dividendos e recompras de ações, no valor superior a 900 milhões de euros.
O banco espera resultados de mais de mil milhões de euros por ano no próximo ciclo estratégico entre 2025-2028.
O BCP lucrou mais de 300 milhões de euros no primeiro trimestre, superando ligeiramente as estimativas dos analistas. Numa reação aos resultados, a Keefe, Bruyette & Woods destacou que o banco português apresenta “uma elevada margem de lucro antes das provisões” e elogiou a nova política de distribuição aos acionistas, cada vez mais alinhada “com as melhores práticas”.
Também salientou que “os dois principais mercados do BCP (Portugal e Polónia) apresentam atualmente uma perspetiva macroeconómica melhor do que a média da UE”, razão pela qual os analistas estão otimistas.
Nota: Algumas informações apresentadas têm por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
BCP está a 4 cêntimos de valer 1 euro e já é a terceira maior cotada do PSI
{{ noCommentsLabel }}