Há menos 30 mil desempregados inscritos no IEFP do que há um ano

Centros do IEFP terminaram abril com 283 mil desempregados inscritos, menos 9,7% do que tinham registado há um ano e menos 4,2% do que tinham verificado em março.

O número de desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) voltou a baixar em abril, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira. No total, havia 283 mil inscritos no final do quarto mês de 2026, menos 30 mil do que há um ano e menos 12 mil do que em março.

“No fim do mês de abril de 2026, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, 283.290 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2025 (-30.333; -9,7% ) bem como ao do mês anterior (-12.466; -4,2%)“, informa o IEFP.

A nível regional, abril foi sinónimo de uma redução homóloga do desemprego registado em todas as regiões, tendo os decréscimos mais acentuados sido observados no Norte (-13,1%), na Madeira (-12,9%) e nos Açores (-12,2%).

Também em cadeia, o número de desempregados inscritos caiu em todas as regiões do país, mas, neste caso, a diminuição mais expressiva foi registada no Algarve (-23,3%), mostram os dados agora conhecidos.

Já no que diz respeito às diferenças entre os vários setores de atividade, o IEFP indica que, em abril, o desemprego registado recuou, em termos homólogos, 13,1% na agricultura, 8,4% no setor secundário e 2,7% nos serviços.

“Relativamente ao mês homólogo de 2025 e tendo em conta os grupos profissionais com maior expressão, observa-se um decréscimo do desemprego nos grupos profissionais dos “agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta” (-15,7%), “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (-14,1%), “operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem” (-13,9%) e “pessoal administrativo” (-12,3%)”, é ainda detalhado.

O destaque publicado dá também conta que as ofertas de emprego por satisfazer, no final de abril, totalizavam 16.458. Tal corresponde a uma diminuição de 2,2% (367 ofertas) face há um ano, mas a um aumento de 2,6% (410 ofertas) em comparação com o mês anterior.

Recurso ao lay-off cai face a março, mas sobe face há um ano

O Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho também deu agora a conhecer a síntese de informação estatística da Segurança Social, que mostra que, em abril, o recurso ao lay-off clássico (o regime previsto no Código do Trabalho para as empresas que se encontrem em crise) caiu em cadeia, mas aumentou (ainda que ligeiramente) em termos homólogos.

“Em abril de 2026, o número total de situações de lay-off com compensação retributiva foi de 5.009. Face ao mês anterior, houve uma redução de 816 prestações de lay-off, o que representa um decréscimo de 14,0%. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, registou‐se um aumento de 34 prestações processadas, correspondendo a um crescimento de 0,7%“, lê-se na síntese divulgada.

Ao abrigo do lay-off, as empresas podem suspender os contratos de trabalho ou reduzir os horários de trabalho, recebendo da Segurança Social um apoio para o pagamento dos salários dos seus empregados.

Ora, em abril, o regime de redução de horário de trabalho foi atribuído a 2.594 pessoas. “Este número representa uma redução de 853 prestações processadas, ou seja, um decréscimo de 24,7% em relação ao mês anterior. Face ao mesmo período do ano passado, houve uma diminuição de 402 prestações processadas, o que equivale a um decréscimo de 13,4%”, apontam os dados.

Já no caso do regime de suspensão temporária, o número de prestações foi de 2.415. “Em termos mensais, registaram‐se mais 37 processamentos, o que representa um crescimento de 1,6%. Em comparação com o período homólogo, registou‐se um aumento de 436 processamentos, o que corresponde a um acréscimo de 22,0%”, é indicado.

A síntese revela ainda que estas prestações de lay-off foram processadas a 343 entidades empregadoras, o que representa uma diminuição de 14 entidades em relação ao mês anterior e um acréscimo de 23 entidades em comparação com o mesmo período do ano passado.

(Notícia atualizada às 10h55)

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