Hoje nas notícias: Habitação, bolsas e consumo
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
O travão do Banco de Portugal ao crédito à habitação, as metas revistas do PRR para as casas do 1.º Direito e as alterações às bolsas do ensino superior marcam a atualidade, num dia em que também se destacam os cortes nos gastos em alimentação e a multiplicação de sites de atestados médicos para cartas de condução. Conheça estas e outras notícias em destaque na imprensa nacional esta quinta-feira.
Valor médio das novas bolsas no superior passa para 2.660 euros
O valor médio anual das bolsas de estudo atribuídas aos estudantes do ensino superior vai subir para 2.660 euros, mais 926 euros face aos 1.734 euros do sistema atual, no âmbito das mudanças na ação social que o Governo quer implementar no ano letivo 2026/2027. A reforma implicará um reforço do investimento nesta área de quase 80 milhões de euros — dos atuais 144 para os 220 milhões de euros. Com o novo modelo de apoio, o cálculo da bolsa passará a ter em conta o custo médio de estudar no ensino superior, estimado para cada concelho onde exista oferta. Incluirá as despesas com propina, alimentação, transporte e alojamento.
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Travão do BdP pode reduzir até 15% o crédito para comprar casa
A descida para 45% do limite máximo da taxa de esforço no crédito à habitação deverá causar uma redução de 10% a 15% na concessão de novos empréstimos, num contexto em que a garantia pública para jovens até aos 35 anos ganhou peso no financiamento bancário. O Banco de Portugal prepara a medida para reforçar a segurança do sistema financeiro, depois de a procura por crédito à habitação ter aumentado com a descida dos juros e com o apoio do Estado à compra da primeira casa. Até ao fim do primeiro trimestre, tinham sido utilizados 905 milhões de euros da garantia pública e assinados mais de 32 mil contratos ao abrigo deste regime, num total de 6,5 mil milhões de euros.
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Só 12% das casas do 1.º Direito concluídas foram entregues a famílias
Dos 18.778 fogos financiados pelo 1.º Direito que estavam concluídos no final de 2025, apenas 2.401 tinham sido entregues a famílias, o equivalente a pouco mais de 12%. A diferença resulta de uma alteração na forma como o Governo contabiliza as metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), passando a distinguir casas “concluídas” de casas “entregues”, visto que os prazos foram renegociados com a Comissão Europeia. Os números da execução do 1.º Direito mostram que a larga maioria das casas concluídas ou até as já entregues às famílias dizem respeito a reabilitação de habitações existentes, e não de construção nova, o que significa que, ao contrário do que havia sido prometido ainda pelo Governo de António Costa, o programa não veio aumentar de forma significativa o parque habitacional público, mas antes reabilitá-lo.
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Quase metade dos portugueses já cortou gastos na alimentação
A subida dos preços levou 46,7% dos portugueses inquiridos a ajustar os gastos em alimentação, tornando-a a principal área de corte identificada no barómetro da Intercampus. Os consumidores também reduziram despesas em comida fora de casa, restaurantes, produtos culturais, deslocações de carro, viagens não essenciais e férias, enquanto quase 80% defendem novas medidas do Governo e dois terços consideram que o país está pior do que em 2025. Apenas pouco mais de um quarto (27,9%) acredita que o país está igual e apenas uma pequena minoria (3,6%) dos inquiridos vê melhorias.
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Sites prometem atestados médicos na hora para a carta de condução
A emissão de atestados médicos para a carta de condução através de teleconsultas cresceu nos últimos meses, com plataformas a anunciarem consultas rápidas a partir de 25 euros e a disponibilizarem documentos em poucos minutos. A Ordem dos Médicos critica este modelo e defende avaliações presenciais para garantir a qualidade clínica. O bastonário Carlos Cortes apela, aliás, à implementação dos Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP) nas unidades locais de saúde, com o objetivo de retirar estes serviços dos centros de saúde e especializar as avaliações. “É importante retirar uma atividade, que é fundamentalmente pericial, do centro de saúde, que não está preparado para isso, para centros que têm todos os equipamentos necessários nas várias áreas e os especialistas na área médica ou psicológica”, justifica.
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