Juros da casa voltam a cair após impacto da guerra no Irão

Conflito no Médio Oriente levou a um agravamento da taxa associada aos contratos de crédito à habitação em março, mas voltou a cair em abril, atingindo mínimos de três anos.

O conflito no Médio Oriente levou a um agravamento dos juros do crédito à habitação em março. Ainda assim, a taxa média da generalidade dos contratos voltou a cair em abril, e atingiu mínimos de três anos.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação registou uma descida para 3,077% no mês passado, traduzindo uma diminuição de 1,1 pontos base face a março, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em março, tinha subido 0,9 pontos base, refletindo os efeitos negativos da guerra no Irão, pelo que a descida registada em abril apagou esse impacto. De resto, a taxa de juro média dos contratos da casa caiu para o valor mais baixo desde março de 2023, há mais de três anos.

Esta evolução deveu-se ao alívio das Euribor, que servem de base para o cálculo da prestação da casa para a maioria dos contratos em Portugal — com taxa variável e mista. Estas taxas interbancárias haviam subido em março perante a escalada do conflito entre os EUA/Israel e o Irão, tensões que se desagravaram ao longo de abril.

Ainda assim, nem todos os contratos tiveram descidas nos juros: as taxas subiram nos empréstimos celebrados nos últimos três meses e seis meses, e desceram apenas naqueles que foram celebrados nos últimos 12 meses, segundo o INE.

Juros descem em abril

Fonte: INE

Capital em dívida sobe há seis anos

Os dados do INE mostram ainda que a prestação média de abril se fixou nos 404 euros, mais 2 euros em relação ao mesmo período do ano passado e da qual 207 euros correspondiam a capital amortizado e 197 a juros pagos.

Já o capital em dívida superou os 77,6 mil euros. Em fevereiro registou-se um aumento de 536 euros face ao mês anterior. Há praticamente seis anos que sobe de forma ininterrupta. Desde maio de 2020 o capital médio em dívida pelas famílias junto da banca aumentou quase 24 mil euros, ou seja, cresceu 44% no espaço de seis anos.

(notícia atualizada às 11h39)

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