Letónia ativa alertas do país e da NATO após detetar incursão de drone
As forças armadas da Letónia ativaram os alertas antiaéreos, reforçaram a vigilância da NATO e pediram à população para se abrigar após a incursão de um drone.
As forças armadas da Letónia ativaram esta quinta-feira os alertas antiaéreos, reforçaram a vigilância da NATO e pediram à população para se abrigar após a incursão de um drone numa região no sul do país.
“Informamos que existe uma possível ameaça no espaço aéreo da Letónia nos municípios de Ludza, Kraslava e Rezekne”, assinalou o comando militar letão numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
Pouco depois, os militares confirmaram que se encontrava “pelo menos um aparelho não tripulado” no espaço aéreo da Letónia. Não foi divulgada a localização exata do incidente, mas os municípios referidos na mensagem situam-se na região fronteiriça com a Lituânia e a Bielorrússia.
Cerca de quatro horas após o alerta, as forças armadas da Letónia desativaram o alerta. “Informamos que a possível ameaça no espaço aéreo da Letónia terminou”, anunciou o comando militar noutra breve mensagem com a qual atualizou a situação de emergência vivida no país báltico durante o dia.
As autoridades militares colocaram a NATO em alerta e afirmaram que, juntamente com os aliados, a Letónia vigia constantemente o espaço aéreo para garantir a capacidade de reagir de imediato perante “uma ameaça potencial”.
“Reforçámos as capacidades de defesa antiaérea na fronteira oriental, enviando unidades adicionais”, disseram as forças armadas.
Durante a emergência, os militares pediram à população que procurasse “refúgio em espaços interiores” e fechasse “janelas e portas”. Solicitaram também a colaboração da população para informar sobre a possível deteção de drones.
“Enquanto continuar a agressão da Rússia na Ucrânia, é possível que se repitam casos em que um veículo aéreo não tripulado estrangeiro entre ou se aproxime do espaço aéreo da Letónia”, disseram.
As forças armadas da Letónia não responsabilizaram nenhuma força pelo incidente, mas atribuíram a situação de crise que o país vive à guerra da Rússia contra a Ucrânia, em curso desde fevereiro de 2022.
Na sequência do incidente, o Presidente da Letónia, Edgars Rinkevics, manteve contactos com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e com líderes dos países bálticos.
Rinkevics disse que agradeceu a Rutte a “posição firme” perante as “mentiras e ameaças” da Rússia, valorizando os meios colocados pela Aliança Atlântica à disposição de Riga. “Também discutimos medidas adicionais para fortalecer a defesa aérea na Letónia e nos Estados bálticos”, afirmou.
Sobre a conversa, Rutte disse que a NATO estava “totalmente empenhada” com a segurança de todos os aliados. “Continuaremos a garantir que temos tudo o que é necessário para defender cada centímetro do território aliado”, afirmou o chefe da NATO, citado pela EP.
Rinkevics disse que também falou com os homólogos da Lituânia, Gitanas Nauseda, e da Estónia, Alar Karis, para tratar a ameaça comum ao espaço aéreo, bem como a “desinformação russa” e o reforço da defesa dos bálticos.
O incidente sucede ao registado na Lituânia esta mesma semana, que fez disparar os alertas aéreos na capital, Vílnius, e noutras partes do país.
A situação obrigou a que dirigentes lituanos, incluindo Nauseda, fossem levados para abrigos durante o alarme, que foi levantado algumas horas depois.
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