Lucros da Ramada caem 20% para 1,6 milhões até março

Venda dos imóveis arrendados à Socitrel em 2025 fez com que as receitas da empresa do Porto diminuíssem 2,5% para 2,54 milhões de euros no primeiro trimestre.

A Ramada – Investimentos e Indústria teve lucros de 1,55 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que significa uma queda de 19,6% em comparação com os mesmos três meses de 2025. A empresa com negócios na floresta e trefilaria (metais), liderada por Miguel Valente Gonçalves, teve uma contração a dois dígitos no resultado líquido, após a anterior subida de 0,7%.

As receitas totais da empresa portuense ascenderam a 2,54 milhões de euros, menos 2,5% face a igual período do ano passado. “Esta variação reflete, essencialmente, o efeito da alienação dos imóveis arrendados à Socitrel em 2025 e, por conseguinte, da sua contribuição para as receitas do grupo”, informa o relatório financeiro divulgado esta sexta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) diminuiu 9,4%, em termos homólogos, para 2,02 milhões de euros. Por sua vez, a margem EBITDA ascendeu a 79,3%, apresentando uma redução de seis pontos percentuais face ao ano anterior.

A 31 de março de 2026, o montante de caixa e equivalentes de caixa totalizava 7,8 milhões de euros. Quantos aos custos, fixaram-se em 525 milhares de euros, mais 37,4% em relação ao ano anterior.

“Destacando-se, por um lado, os encargos de conservação e reparação, mas, sobretudo, os custos associados ao processo em curso de cancelamento efetivo das inscrições hipotecárias e consignações de rendimentos incidentes sobre a totalidade dos prédios rústicos”, lê-se no documento publicado pela CMVM, após o fecho das bolsas europeias.

A Ramada pagou dividendos brutos de 0,24 euros por ação, no montante global de 6.153.950,16 euros, no passado dia 24 de abril de 2026, na sequência da deliberação da assembleia geral de acionistas, realizada em março.

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