Azores Airlines reduz prejuízos para 53,9 milhões antes de nova tentativa de privatização
Companhia aérea transportou menos passageiros e teve menos receitas em 2025. Redução de custos contribuiu para a melhoria do resultado líquido.
A Azores Airlines registou um prejuízo de 53,9 milhões de euros em 2025, uma melhoria face aos 71,2 milhões contabilizados no ano anterior. Redução de custos permitiu melhoria expressiva do EBITDA.
A companhia aérea do Grupo SATA, que faz as ligações para fora do arquipélago, transportou 1,6 milhões de passageiros no ano passado, menos 4,6% do que em 2024. As receitas operacionais também caíram, recuando 8,4% para os 307,7 milhões de euros.
Positiva foi a redução de 15% nos custos operacionais, para 286,2 milhões de euros, que reflete “as reduções de custos estruturais contemplados no Plano de Sustentabilidade”, assinala a companhia em comunicado, sublinhando a redução de 14,5 milhões no aluguer externo de aeronaves (ACMI), de 5,2 milhões no catering a bordo e de 1,5 milhões nas indemnizações a passageiros.
A poupança nos custos permitiu uma melhoria expressiva nos meios libertos de exploração (EBITDA), que passaram de 690 mil euros negativos em 2024 para 21,5 milhões positivos este ano. Uma evolução bem-vinda numa altura em que o Governo Regional dos Açores iniciou mais uma tentativa de privatizar a Azores Airlines, tendo aprovado esta semana o caderno de encargos da operação que prevê a venda de, pelo menos, 75% do capital.
Os prejuízos emagreceram 17,3 milhões para 53,9 milhões, apesar do impacto negativo de “efeitos cambiais e fiscais que no valor agregado de cerca de 7,4 milhões de euros”.
A SATA Air Açores, que faz os voos interilhas, transportou mais 4,5% de passageiros em 2025, para um total de 1,05 milhões. As receitas operacionais aumentaram 16,2% para 139,6 milhões de euros e os custos 11,7% para 129 milhões. O EBITDA mais do que duplicou, para 10,6 milhões, mas o resultado líquido manteve-se no vermelho: -6,4 milhões.
“Apesar dos desafios colocados pelo contexto internacional, estamos num caminho de reforço da estabilidade operacional e de melhoria da eficiência, com o Conselho de Administração e os colaboradores totalmente focados em garantir um grupo sustentável”, afirma o presidente do conselho de administração do grupo SATA, Tiago Santos, citado em comunicado.
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