Brent afunda 7% com progressos no acordo de paz no Médio Oriente
Matéria-prima tombou para mínimos de duas semanas, esta segunda-feira, a reagir às notícias de um possível acordo entre os EUA e o Irão.
A expectativa em torno de um acordo iminente de paz entre os EUA e o Irão atirou, esta segunda-feira, os preços do petróleo para o valor mais baixo das últimas duas semanas, com o Brent a negociar abaixo dos 97 dólares por barril.
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O Brent, negociado em Londres, que serve de referência às importações europeias e nacionais, tombou 6,99% para 96,30 dólares por barril. Já o contrato do West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, desvalorizou 6,52% para 90,30 dólares por barril, numa sessão marcada por um menor volume de negociação, devido à comemoração do Memorial Day nos EUA.
A pressionar o ouro negro estiveram as notícias em torno de um possível acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente, depois de representantes iranianos e do ministro dos Negócios Estrangeiros do país se terem deslocado a Doha para participar em negociações com o primeiro-ministro do Qatar sobre um potencial acordo de paz com os EUA.
Ambos os lados reconheceram que foram feitos progressos para chegar a um memorando de entendimento que iria suspender o conflito e dar aos negociadores 60 dias para alcançar um acordo final.
“Embora ainda não esteja fechado [um acordo], parece haver alguma esperança que consigamos fazer com que o petróleo comece a fluir pelo Estreito de Ormuz”, disse Phil Flynn, analista sénior do Price Futures Group, à Reuters.
Numa longa publicação no Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse, esta segunda, que as negociações com o Irão estavam a correr “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassem.
O porta-voz do Ministério das Relações Externas do Irão, Esmaeil Baghaei, afirmou esta segunda-feira que o país está a negociar o fim da guerra e que não estava a discutir, para já, questões relacionadas com o programa nuclear.
Mesmo que um acordo de paz seja alcançado, os analistas preveem que o retorno ao fluxo normal de petróleo através do Estreito de Ormuz levará meses, enquanto as instalações de petróleo e gás danificadas são reparadas.
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