Preço dos imóveis comerciais também bate recordes. Duplica ritmo de crescimento para 10,1%
Lojas, escritórios e armazéns ficaram 10,1% mais caros em 2025, mais do dobro do ritmo do ano anterior e a uma velocidade que não tinha precedentes desde pelo menos 2009, segundo dados do INE.
O mercado imobiliário em Portugal não pára. Depois de anos a crescer a um ritmo moderado, os imóveis comerciais (lojas, escritórios e armazéns) registaram em 2025 uma aceleração que não se sentia desde que o Instituto Nacional de Estatística (INE) começou a medir este mercado, em 2009.
O Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom) subiu 10,1% no ano passado, mais 5,4 pontos percentuais do que em 2024, quando a subida tinha ficado pelos 4,7%, segundos dados publicados esta segunda-feira pelo INE. É o valor mais alto de uma série histórica com mais de 15 anos.
A pressionar a subida dos preços dos imóveis comerciais está, em parte, as mesmas variáveis que pressionam os imóveis residências: procura crescente num mercado com oferta limitada. O IPPCom chegou em 2025 aos 156,25 pontos, quando em 2015 cotava 100. Em dez anos, o preço dos imóveis comerciais aumentou 56,25% ou 4,6% por ano.
Mesmo assim, o imobiliário residencial continua a bater a concorrência. O Índice de Preços da Habitação (IPHab) subiu 17,6% em 2025, mais 7,5 pontos percentuais do que o IPPCom. Esta diferença até aumentou face a 2024, quando o fosso era de 4,4 pontos percentuais, o que significa que a habitação está a valorizar-se a um ritmo significativamente mais rápido do que os imóveis destinados a fins comerciais.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
O mercado de transações de imóveis habitacionais revela outro dado que merece atenção: das 169.812 casas transacionadas em 2025, as famílias compraram 148.632, gastando um total de 35,7 mil milhões de euros, mais 24,4% do que no ano anterior.
Já as empresas e outros setores institucionais adquiriram 21.180 alojamentos, num valor total de 5,4 mil milhões de euros, com um crescimento de apenas 6,4%. A quota das empresas no mercado habitacional caiu para 12,5%, o mínimo desde 2019, sinal de que são as famílias, e não os investidores institucionais, a dominar este ciclo de subidas.
A aceleração dos preços verificou-se ao longo de todos os trimestres de 2025, tanto na habitação como nos imóveis comerciais. No caso da habitação, as subidas homólogas variaram entre os 16,3% no primeiro trimestre e os 18,9% no último. Nos imóveis adquiridos por empresas, a valorização começou o ano de forma mais contida — 5,0% no primeiro trimestre — mas disparou para os 17,9% no segundo e manteve-se acima dos 15% até ao final do ano.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Preço dos imóveis comerciais também bate recordes. Duplica ritmo de crescimento para 10,1%
{{ noCommentsLabel }}