TAP regista prejuízo de 40 milhões no arranque do ano. Preço do combustível “pressionará os próximos trimestres”

Receitas subiram 11% para 914 milhões de euros no primeiro trimestre, com a companhia aérea a sublinhar uma “melhoria relevante” dos resultados operacionais.

ECO Fast
  • A TAP reportou um prejuízo de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, uma melhoria significativa de 63,1% em relação ao ano anterior.
  • As receitas operacionais cresceram 11%, atingindo 914,4 milhões de euros, impulsionadas pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria do tráfego aéreo.
  • A companhia prevê pressões nos custos devido aos preços de combustível, mas mantém uma gestão disciplinada para garantir um crescimento sustentável.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A TAP reportou esta segunda-feira um prejuízo de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, o resultado representa uma melhoria de 63,1% face ao prejuízo de 108,2 milhõesque tinha registado no arranque do ano passado, “refletindo sobretudo a forte melhoria da performance operacional e o contributo positivo das diferenças de câmbio no período, no valor de 28,9 milhões”, assinala a companhia.

Em comunicado, a transportadora descreve um “desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com crescimento das receitas e uma melhoria relevante dos resultados operacionais, num contexto marcado pela sazonalidade típica do período e por um enquadramento macroeconómico exigente”.

As receitas operacionais ascenderam a 914,4 milhões de euros, um crescimento de 11% face ao período homólogo, impulsionadas sobretudo pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias e “num contexto de crescimento da capacidade” (+3,9%). O segmento de manutenção contribuiu com um aumento de receitas de 31,8%.

Entre janeiro e março, a TAP transportou 3,7 milhões de passageiros, um aumento de 6,4% face ao primeiro trimestre de 2025, impulsionado sobretudo pelos mercados da América do Sul e da América do Norte, que registaram crescimentos de cerca de 15% e 10%, respetivamente. Durante o trimestre, a TAP operou 27,3 mil voos, um aumento de 1,5% face ao período homólogo.

Ao nível dos resultados operacionais, a TAP registou um EBITDA recorrente de 95,5 milhões de euros e um EBIT recorrente de -36,1 milhões de euros, correspondendo a melhorias de 92,6 milhões e 83,1 milhões de euros, respetivamente, face ao primeiro trimestre do ano passado.

Durante o trimestre, a companhia transportou 3,7 milhões de passageiros (+6,4%) e operou 27,3 mil voos (+1,5%). Assinala que o tráfego cresceu “acima da capacidade”, permitindo uma melhoria do load factor para 83,5% (+4,8 p.p.), com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte e “em linha com a estratégia de reforço da operação transatlântica”.

A TAP assinala que manteve uma posição de liquidez sólida de 879,8 milhões de euros a 31 de março de 2026, tendo o rácio dívida financeira líquida / EBITDA melhorado para 2,2 vezes, refletindo a redução da dívida e o reforço da geração operacional de resultados, acrescenta ainda no comunicado divulgado esta segunda-feira.

A companhia antevê que o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres, sendo parcialmente mitigado por uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de pricing via taxa de combustível.

Luís Rodrigues

CEO da TAP

Num contexto exigente, marcado por pressões nos custos e desafios operacionais, continuaremos a privilegiar a disciplina, a eficiência e a qualidade da receita, assegurando um crescimento sustentável”, refere o CEO Luís Rodrigues, falando num “desempenho robusto no arranque do ano, com uma melhoria importante face ao período homólogo, demonstrando a capacidade da companhia para executar com disciplina e responder às prioridades operacionais”.

O gestor assegura que “a evolução das reservas mantém-se resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias”, mas antevê que “o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres, sendo parcialmente mitigado por uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de pricing via taxa de combustível”.

(Notícia em atualização)

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