Jonathan Andic, filho do fundador da Mango, afasta-se da empresa

ECO,

A Mango diz que Toni Ruiz e o conselho de administração manifestaram confiança na resolução do processo judicial e apoio a Jonathan Andic, suspeito da morte do pai.

A Mango divulgou esta terça-feira que Jonathan Andic decidiu afastar-se temporariamente das suas responsabilidades na empresa, segundo um comunicado da empresa.

Numa mensagem interna aos trabalhadores, o presidente executivo, Toni Ruiz, manifestou respeito, compreensão e apoio a Jonathan Andic. O CEO afirmou ainda que a empresa está no momento mais forte da sua história, com apoio dos acionistas, uma estratégia definida e um modelo de governo alinhado com os padrões mais exigentes.

A Mango tem tentado manter-se afastada da polémica em torno da morte do fundador, Isak Andic, e, sobretudo, das suspeitas de homicídio que recaem sobre o seu filho mais velho, que depôs pela primeira vez na semana passada. Na carta aos funcionários da empresa catalã, Toni Ruiz disse ainda que a Mango é uma empresa líder a nível mundial, com mais de 18 mil trabalhadores e presença em mais de 120 países, e apelou à união das equipas para continuarem a desenvolver o legado da Mango.

Os membros do conselho de administração subscreveram por unanimidade as declarações de Toni Ruiz e juntaram-se à família Andic no apoio a Jonathan, reiterando a confiança de que o processo judicial será resolvido favoravelmente e o mais rapidamente possível.

Jonathan Andic, o mais velho dos três filhos do fundador das lojas de roupa Mango, foi detido há uma semana em Barcelona, no âmbito da investigação à morte do pai. É suspeito de homicídio, confirmaram fontes da investigação judicial. O filho de Isak Andic, foi levado para ser ouvido num tribunal de Barcelona pelo juiz que tem a tutela da investigação.

A polícia da Catalunha investiga a morte do fundador das lojas Mango, a 14 de dezembro de 2024, como possível homicídio e identificou em outubro do ano passado o filho do empresário como suspeito. O fundador da Mango, então com 71 anos, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona, quando fazia uma caminhada com o filho. A polícia identifica várias contradições no testemunho de Jonathan Andic.

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