Ministro da Administração Interna defende presidente do SIRESP. “É a pessoa certa”

Luís Neves defendeu a recondução do general do Exército Viegas Nunes para a liderança do SIRESP por razões técnicas e de capacidade de liderança.

Capacidades técnicas e de liderança foram os motivos que levaram à recondução do general Paulo Viegas Nunes na presidência do SIRESP, destacou Luís Neves, ministro da Administração Interna (MAI), reagindo à polémica da demissão do secretário-geral adjunto do MAI, António Pombeiro, que alegou “graves irregularidades” na gestão da SIRESP durante a presidência do general do Exército. O Chega quer ouvir o Governo no Parlamento sobre o caso.

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“Para alguns setores da sociedade, que espero que sejam cada vez menores, a ligação, o trabalho de equipa com as nossas Forças Armadas e com os militares parece ainda uma coisa que causa repulsa. Tenho muito orgulho nas Forças Armadas que temos. Ao longo da minha vida profissional, trabalhei com os três ramos das Forças Armadas e foram sempre de uma coragem, de uma abnegação, de um espírito de prontidão, de uma lealdade, de uma seriedade sempre que posta à prova”, disse o ministro da Administração Interna aos jornalistas, em declarações transmitidas pela RTP.

Luís Neves defendeu a recondução do general para a liderança do SIRESP por razões técnicas e de capacidade de liderança. “Durante este tempo falei com muita gente. Gente de diversos quadrantes, gente da área pública, gente da área privada, gente da área das informações, gente da área dos militares, gente das comunicações, gente das comunicações de emergência, e todos, mas todos, foram unânimes de que este homem era a pessoa certa para conduzir os destinos daquilo que é a necessidade do governo e do país”, disse.

“Tecnicamente é um homem profundamente sólido”, considera. “Nos dois anos em que foi presidente do SIRESP, o Sr. general deu provas muito qualificadas de enorme valor ao país. Foi o primeiro a quebrar com barreiras e com tabus e com ‘escondidinhos’ fazendo o primeiro contrato internacional público. O Estado deixou de ter amarras. E isso tem um valor. Conseguiu ter capacidade de liderança, coragem, força para quebrar com tudo aquilo que nos acompanhava há décadas”, argumenta.

Nesse período o SIRESP chegou igualmente às regiões autónomas da Madeira e dos Açores. “Os habitantes, o povo da Madeira dos Açores, não são menos portugueses dos que estão no continente”, diz.

Mais, “conseguiu ter uma redundância para quando o SIRESP falhasse, a estrutura dos militares pudesse ser acionada”, destacou. “Essas provas técnicas de coragem, de liderança, de saber fazer, são de todos conhecidos e são de todos escrutináveis”, referiu ainda.

Quanto ao relatório da Inspeção Geral de Finanças, o ministro diz conhecer o mesmo e que “não há um único facto” que “belisque a seriedade, a idoneidade, a forma transparente deste homem com pergaminhos na administração pública, com pergaminhos na administração militar, com pergaminhos no SIRESP”.

“Qual é a instituição do Estado, e estou a falar para centenas ou milhares de dirigentes no Estado, passados e presentes, em que tenham sido inspecionados pelo Tribunal de Contas ou pela Inspeção Geral de Finanças e que não tenham tido reparos para melhorar, para corrigir? Todos têm. Eu fui dirigente da Polícia Social e quer por inspeções da Inspeção Geral de Finanças, quer pelo Tribunal de Contas, tivemos reparos, e agradecemos esses reparos porque estamos lá para corrigir”, atira.

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