Ranking Ciberseguros: Chubb lidera um mercado a crescer 27% por ano

  • ECO Seguros
  • 26 Maio 2026

Os seguros ciber vão crescer 27% por ano até 2034 conclui estudo da Pristine. Chubb, Munich Re e AIG lideram um mercado explosivo ainda disperso por muitas seguradoras a nível global.

O mercado global de ciberseguros foi avaliado em 22,2 mil milhões de euros em 2025, deverá crescer para 28,2 mil milhões em 2026, e para 190 mil milhões até 2034, o que representa uma taxa média de crescimento anual (CAGR) de 27% ao longo do período de previsão, segundo o estudo agora divulgado pela consultora Pristine. Este crescimento expressivo é impulsionado pelo aumento das ameaças cibernéticas, pelo reforço das exigências regulatórias, pela aceleração da transformação digital e por uma maior consciencialização das empresas para os riscos associados ao ciberespaço.

O ranking das maiores companhias, segundo a Pristine, é o seguinte:

O mercado está bastante fragmentado com a líder Chubb a deter 7,84% da quota de mercado, seguida da Munich Re (7,04%) e da AIG (5,64%). Logo depois surgem Allianz (5,19%) e AXA (4,95%). Ou seja, mesmo os maiores players têm participações relativamente próximas e nenhuma empresa ultrapassa os 10%.

Há depois um bloco intermédio com várias seguradoras — como Travelers, Liberty, Beazley, Tokio Marine e Zurich — todas entre cerca de 3% e 4,5%. Isto mostra um mercado competitivo, com vários operadores relevantes mas sem grande concentração.

A partir daí, as quotas descem rapidamente com Hiscox, Markel, CNA, Talantx, Arch, Sompo, The Hartford, Swiss Re e Fairfax, todas abaixo de 3%, reforçando a dispersão.

O dado mais relevante é de todas as outras, que representam 29,84% do mercado — quase um terço. Isto confirma que existe uma longa cauda de operadores mais pequenos ou especializados.

O que se espera do mercado nos próximos anos

Vários fatores estão a moldar a evolução do mercado. Entre os principais drivers destacam-se o aumento da sofisticação e frequência das ameaças cibernéticas, a aceleração da transformação digital nas empresas, o reforço das exigências regulatórias e uma maior consciencialização das organizações para os riscos financeiros associados a ataques informáticos.

As ferramentas baseadas em inteligência artificial estão também a transformar a resposta a incidentes, permitindo uma deteção mais rápida e eficaz de ciberataques e a sua mitigação, reduzindo assim as perdas globais para os segurados.

Os setores que mais recorrem a este tipo de proteção incluem saúde, serviços financeiros, IT e telecomunicações, retalho e indústria, áreas com elevada dependência de operações digitais e maior vulnerabilidade a violações de dados.

As apólices de ciberseguros têm vindo também a tornar-se mais abrangentes e especializadas. Entre as coberturas mais comuns encontram-se a responsabilidade por violação de dados, interrupção de atividade, recuperação de ataques de ransomware, custos de conformidade regulatória e responsabilidade por falhas de segurança de rede.

Segundo o relatório, a procura por este tipo de soluções continuará a crescer, impulsionada pelo aumento das ameaças, pela adoção de serviços cloud e pela crescente incidência de ataques de ransomware.

Entre as principais tendências recentes do mercado, o estudo destaca:

  • Crescente procura por cobertura de ransomware por parte das empresas;
  • Expansão dos ciberseguros para PME a nível global;
  • Aumento dos prémios devido à maior frequência de incidentes;
  • Crescimento das coberturas associadas a fornecedores de serviços cloud;
  • Desenvolvimento de apólices personalizadas por setor;
  • Integração de serviços de resposta a incidentes nas apólices;
  • Maior procura por cobertura de riscos na cadeia de fornecimento;
  • Adoção de modelos paramétricos de indemnização;
  • Crescimento da cobertura de ciberextorsão;
  • Reforço de parcerias entre seguradoras e empresas de cibersegurança.

Por outro lado, o enquadramento regulatório está a tornar-se cada vez mais exigente. As leis de proteção de dados mais rigorosas estão a aumentar a complexidade da subscrição de risco, obrigando as seguradoras a ajustar continuamente as suas apólices para cumprir diferentes jurisdições. Este contexto está a conduzir a custos operacionais mais elevados e a modelos de avaliação de risco mais exigentes.

Adicionalmente, o aumento de incidentes cibernéticos com impacto transfronteiriço está a gerar novos desafios. Estes eventos elevam o volume de sinistros e criam dificuldades ao nível da definição de responsabilidades e da resolução de litígios entre diferentes países, levando as seguradoras a redesenhar modelos de cobertura global e mecanismos de resolução de disputas.

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