Avaliação das casas pelos bancos sobe 16,5% em abril para novo recorde

  • Joana Abrantes Gomes
  • 27 Maio 2026

Avaliação bancária colocou o metro quadrado nos 2.174 euros em abril, mais 23 euros do que em março. Península de Setúbal registou novamente o maior salto anual (+24%).

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu os 2.174 euros por metro quadrado (euros/m²) em abril, mais 23 euros do que no mês anterior, estabelecendo um novo recorde, segundo os dados do Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos homólogos, a subida foi de 16,5%, idêntica à de março.

É sobretudo o mercado dos apartamentos que sustenta a trajetória de aumento dos preços da habitação, com o valor mediano de avaliação bancária a fixar-se nos 2.546 euros/m², o que representa uma subida de 21% face a abril de 2025. Neste segmento, os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.352 euros/m²) e no Algarve (2.910 euros/m²), enquanto o Alentejo e o Centro registaram os valores mais baixos, com 1.490 euros/m² e 1.657 euros/m², respetivamente.

O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 65 euros para 3.239 euros/m², enquanto os T2 e T3 aumentaram para 2.615 euros/m² e 2.199 euros/m², respetivamente. Juntos, estes três tipos de fração representam 92,2% de todas as avaliações de apartamentos realizadas em abril.

Nas moradias, o crescimento foi mais moderado, embora ainda assim expressivo: o valor mediano situou-se nos 1.561 euros/m², representando um “acréscimo de 12,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior”, indica o INE. Tal como no segmento dos apartamentos, também neste caso a Grande Lisboa lidera, com 2.843 euros/m², e o Algarve surge logo a seguir, com 2.667 euros/m², sendo o Centro (1.147 euros/m²) e o Alentejo (1.279 euros/m²) novamente os territórios mais acessíveis.

Aqui, o valor mediano das moradias T2 subiu 13 euros, para 1.545 euros/m², o das T3 subiu 14 euros, para 1.527 euros/m², e o das T4 46 euros, para 1.654 euros/m². No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,2% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Evolução do valor mediano de avaliação bancária de habitação (euros/m²):

Fonte: INE

Não obstante, é a Península de Setúbal a região que mais acelera, com um crescimento homólogo de 24% na habitação em geral. A Região Autónoma dos Açores apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (4,1%), não se tendo registado qualquer descida.

Na análise por regiões, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram valores de avaliação superiores à mediana nacional em 51,3%, 31,7% e 24,2%, respetivamente, ao passo que Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso ficaram mais de 50% abaixo dessa mesma mediana.

O número de avaliações bancárias realizadas em abril foi de 34.483 – 62,4% de apartamentos e 37,6% de moradias –, um valor que cresce 5% comparativamente ao mês anterior, mas que cai 3,6% em termos homólogos. Esta descida face ao ano passado pode refletir, em parte, uma menor procura por crédito à habitação.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h)

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