Entrada de um restaurante no Guia Michelin “aumenta em 44% as reservas”

Lina Santos,

A inclusão de um restaurante no mais importante guia gastronómico é sinónimo de mais refeições servidas. Não é apenas sensação, é facto, diz o TheFork, a plataforma oficial para reservas online.

Dos 3.900 restaurantes em Portugal onde se pode marcar mesa através do The Fork, 137 estão no Guia Michelin. Este número representa 65% do total de 210 espaços que figuram no mais conhecido guia gastronómico. “Só através de nós é que fica reservável no Guia Michelin”, diz ao ECO Avenida Susana Castro, diretora de marketing da aplicação oficial do guia para quem deseja ter reservas online.

Os chefs são os primeiros a dizer que entrar no Guia Michelin tem tradução no número de reservas e interesse que os restaurantes geram. Susana Castro confirma. “Aumenta 44% as reservas”, diz. O crescimento não é automático na operação.

“Eles estão absorvidos”, diz sobre os restaurantes acabados de distinguir. “Têm que mudar às vezes os preços. Têm que mudar cartas. É uma prioridade estar reservável no Guia Michelin, mas aquilo é todo um mundo que muda”.

Entre os 38 restaurantes que entraram para a seleção Michelin, 66% já estavam no TheFork

Susana Castro, diretora de marketing do The Fork

Este ano, depois da atribuição das estrelas e recomendações, cresceu o universo do número de restaurantes portugueses no guia: dez conquistaram a sua primeira estrela e dois que ganharam o Bib Gourmand.

“Entre os 38 restaurantes que entraram para a seleção Michelin, 66% já estavam no TheFork”, refere Susana Castro. “Nós damos mesmo prioridade”, afirma. “Sabemos o que é bom, o que é que está a abrir e vamos lá e corremos atrás”.

Os turistas são parte importante nas reservas de espaços Michelin, diz Susana Castro. “Os portugueses não têm tanto o hábito como os estrangeiros de ir ao Guia Michelin ver os restaurantes quando vão viajar”, reconhece a responsável. Para quem chega a Lisboa, Porto ou a outra cidade portuguesa e procura no site do Guia Michelin onde jantar, “estar logo reservável no site deles é uma mais-valia”.

A TheFork quer agora fechar a distância que a separa da totalidade dos restaurantes do Guia Michelin em Portugal. “Já nos falta pouco”, diz Susana Castro. “Para garantirmos a oferta completa de Estrelas Michelin no Porto, gostariamos de contar com o The Yeatman no TheFork. Dada a importância turística da cidade para o país, ter 100% dos restaurantes galardoados na nossa plataforma seria um marco importante.”

Fora do universo de restaurantes Michelin, a lógica da procura é diferente. Os restaurantes mais reservados tendem a ser casas mais acessíveis e com maior rotação. Em Lisboa, o Canalha; no Porto, o Cafeína; em Cascais, o Izakaya. “São restaurantes mais baratos e, portanto, geram mais reservas e estão a ter muita procura por parte do utilizador”.

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