Montenegro volta a defender que a Europa se sente “à mesa” com a Rússia
Luís Montenegro voltou a defender que é preciso dialogar com a Rússia para alcançar "uma paz justa e duradoura na Ucrânia" e incentivou a Europa a "tomar a iniciativa” de um processo de paz bilateral.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, voltou a defender esta quarta-feira que é preciso dialogar com a Rússia para alcançar “uma paz justa e duradoura na Ucrânia”. Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, depois do debate quinzenal, Montenegro frisou que “o processo de paz na Ucrânia carece, também, de sentar à mesa a Rússia” durante as negociações.
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Para o primeiro-ministro, “a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação” norte-americana que, apesar de ter tentado “com todo o mérito”, não conseguiu garantir “uma paz justa e duradoura na Ucrânia”. Para o líder do Governo, o bloco europeu “deve tomar a iniciativa” de começar um processo de paz bilateral, fazendo um “estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas”.
O primeiro-ministro português vincou ainda que este é o caminho que o bloco deve seguir para “alcançar um processo de paz que possa configurar uma nova etapa” e que ajude a “reconstrução da Ucrânia e das condições de paz e de segurança” no continente europeu.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, estará aberto a conversações com a Europa sobre o conflito na Ucrânia e a segurança europeia, revelou esta quarta-feira o Kremlin, citado pela agência estatal russa RIA-Novosti.
A garantia foi dada pelo porta-voz do Kremlin ao jornal russo Izvestia. Dmitri Peskov afirmou que a “arquitetura de defesa” do continente é impossível sem a participação dos países europeus.
Em abril, durante a cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Chipre, Montenegro já tinha afirmado que era “preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos” em que está envolvida, afirmando concordar com a sugestão de Trump para que Putin participe na próxima cimeira do G20.
“É preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos em que a Rússia está envolvida. Portanto, desse ponto de vista, como observador externo – Portugal, que não faz parte do G20 –, eu não tenho nenhum problema em vislumbrar aspetos positivos nessa inclusão”, defendeu então.
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