Investimento direto estrangeiro recupera face ao ano passado. Atinge 2,1 mil milhões de euros até março
No final de março, o stock de investimento direto do exterior em Portugal representava 70% do PIB nacional. Os rendimentos de IDE pagos a não residentes ascenderam a 2,2 mil milhões de euros.
O investimento direto estrangeiro (IDE) em Portugal teve uma queda de 35% em 2025, e os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP) mostram que o decréscimo continuou no início de 2026 face ao último trimestre do ano passado. Mas há uma recuperação em relação ao valor realizado no mesmo período do ano passado.
Segundo a nota estatística publicada esta sexta-feira, as transações de IDE atingiram os 2,1 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, crescendo face ao valor negativo de 1,6 mil milhões de euros que tinha sido registado no período homólogo, embora fique cerca de 55% abaixo do obtido nos últimos três meses de 2025.
Há um ano, o valor negativo devia-se, “sobretudo, à redução da dívida de entidades residentes perante empresas não residentes do mesmo grupo económico (-1,2 mil milhões de euros)”.
Dos 2,1 mil milhões de euros em transações IDE entre janeiro e março, 816 milhões de euros corresponderam a investimento imobiliário, o que compara com 969 milhões de euros um ano antes (-15,8%) e 1.007 milhões de euros no trimestre anterior (-19%).
Os países europeus foram os que mais investiram em Portugal no arranque do ano, num total de 1.606 milhões de euros, destacando-se o investimento proveniente de Espanha (669 milhões de euros), de Itália (251 milhões de euros) e do Luxemburgo (189 milhões de euros).
Transações de IDE por continente:

Em sentido inverso, as transações de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizaram 139 milhões de euros no primeiro trimestre, contra 1.107 milhões de euros no período homólogo, o que equivale a uma descida de 87,44%. “Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus (139 milhões de euros), em particular, em Espanha (163 milhões de euros)”, sublinha o BdP.
No final de março, o stock de IDE em Portugal era de 218.019 milhões de euros, enquanto o stock de investimento direto de Portugal no exterior totalizava 79.212 milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 70% e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Quanto aos rendimentos de investimento direto, pagos a não residentes, alcançaram um total de 2.185 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, acima dos 2.006 milhões de euros registados no trimestre homólogo — ou seja, um aumento de cerca de 9%.
Já os rendimentos de IPE, recebidos de não residentes, foram de 639 milhões de euros, mais 117 milhões de euros, ou mais 22,4%, do que em igual período do ano passado.
(Notícia atualizada pela última vez às 13h18)
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