PS nega ser “visado” na investigação da Judiciária. Diligências são “imputadas a um dos seus trabalhadores”

Partido confirma buscas na sede do partido, mas garante que diligências estão relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores e garante que não é visado na investigação.

O Partido Socialista (PS) confirma que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede do partido, em Lisboa, mas negou ser visado na investigação e garante que as diligências têm como alvo apenas “um dos seus trabalhadores”.

“O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores. O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária“, indicou o partido liderado por José Luís Carneiro em comunicado.

O partido garante ainda que, como é seu dever, “está a colaborar com a Polícia Judiciária em tudo quanto lhe é por esta solicitado, no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito”.

O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores. O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária.

Comunicado do PS

A sede do partido está a ser alvo de buscas desde a manhã desta quinta-feira, no âmbito da “Operação Imergente”, levadas a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da Polícia Judiciária. Foram levados a cabo 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, em que se investiga a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.

Até ao momento, foram realizadas quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos. Segundo a CNN, entre os detidos está Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro, que exerceu também funções durante a liderança no partido de António Costa.

Em causa na investigação estão procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, “em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público”, explicou a Judiciária.

(Notícia atualizada às 12h27)

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