Farmácias valem 1,12% do PIB e sustentam 53 mil empregos, conclui estudo da Nova SBE

  • ECO
  • 29 Maio 2026

Estudo da Nova SBE revela que o setor farmacêutico representa 1,12% do PIB nacional e sustenta 53 mil empregos, com forte impacto fiscal, social e na redução da pressão sobre o SNS.

A rede de farmácias comunitárias representa 1,12% do Produto Interno Bruto (PIB) português e sustenta cerca de 53 mil empregos, de acordo com o “Estudo do Valor da Rede de Farmácias em Portugal” da Nova SBE, apresentado no 15.º Congresso das Farmácias, que decorre até sábado no Centro de Congressos de Lisboa.

A análise estima que o setor gerou um impacto económico total de 3.230 milhões de euros em 2024, com cada euro de atividade a produzir 3,21 euros na economia nacional. O valor acrescentado bruto associado às farmácias ascende a 2.496 milhões de euros.

O Estudo “evidencia o potencial estratégico das farmácias, pela sua capilaridade, proximidade e confiança junto das populações, reforçando o seu papel como agente de coesão territorial e valorização dos territórios e parceiro do SNS [Serviço Nacional de Saúde] numa resposta em saúde mais eficiente e próxima dos cidadãos”, vincou a presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, citada em comunicado.

O setor contabiliza 2.920 farmácias e cerca de 200 postos farmacêuticos, distribuídos pelos 308 municípios, com um volume de negócios próximo dos quatro mil milhões de euros no último ano. Em termos de emprego, as farmácias comunitárias são responsáveis por mais de 21 mil postos diretos, estimando-se um efeito total de 53 mil empregos sustentados quando considerados os impactos indiretos na economia.

O setor farmacêutico apresenta também um impacto fiscal relevante, com cerca de 1.214 milhões de euros em receitas para o Estado, valor equivalente a 7,8% do orçamento do SNS.

Segundo os dados da pesquisa da Nova SBE, os serviços prestados pelas farmácias contribuem ainda para a redução da pressão sobre o SNS, incluindo consultas e urgências, e geram poupanças estimadas em cerca de 34 milhões de euros anuais em vacinação sazonal.

O estudo sublinha ainda o papel da proximidade do serviço, onde 82% dos portugueses vivem a menos de cinco quilómetros de uma farmácia, e mais de metade recorre primeiro a estes estabelecimentos perante sintomas ligeiros.

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