Investimento ajuda economia no primeiro trimestre, mas procura externa penaliza crescimento

Organismo de estatística confirma estimativa avançada no final de abril. Comboio de tempestades e início do conflito da guerra no Irão afetam economia no arranque do ano.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta sexta-feira que a economia portuguesa cresceu 2,3% em termos homólogos no primeiro trimestre, mas estagnou face ao desempenho dos últimos três meses do ano passado devido à procura externa apesar do impulso do investimento.

No final de abril, o organismo de estatística tinha avançado com a estimativa preliminar que apontava para este sentido no período marcado pelo comboio de tempestades e pelo início da guerra no Irão, mas agora avança com mais detalhes sobre as forças que influenciar o comportamento da atividade.

Comparando com o trimestre anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma variação nula, em volume, após um aumento de 0,9% no trimestre anterior. O contributo da procura interna foi positivo, refletindo um aumento do investimento de 7,2% que mais do que compensou a desaceleração das despesas de consumo final (que aumentaram 0,1% contra 0,9% no trimestre precedente).

Contudo, o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou de positivo a negativo, devido ao crescimento das importações de bens e serviços que superou o aumento das exportações de bens e serviços, pressionando negativamente o crescimento.

Fonte: INE

Em comparação com o quarto trimestre, as exportações totais, em volume, aumentaram 2,1% no primeiro trimestre (contra uma variação de -0,5% no trimestre anterior), verificando-se um crescimento de 3,3% na componente de bens, enquanto as exportações de serviços diminuíram 0,2%. Por outro lado, as importações totais subiram 5,4% (contra a diminuição de 2,5% no trimestre anterior), com a componente de bens a registar um crescimento de 5,9% e a de serviços, de 3,6%.

Na comparação homóloga, o PIB avançou 2,3%, com o contributo positivo da procura interna a subir, refletindo a aceleração do investimento (passando de uma variação de 4,9%, no 4º trimestre, para 9,2%) e do consumo privado (acelerou para uma variação homóloga de 3% contra 2,8% no trimestre anterior).

Por sua vez, nesta ótica, o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB acentuou-se, tendo a aceleração das importações de bens e serviços (+5,5%) mais que compensado a recuperação das exportações de bens e serviços (1,7%).

Fonte: INE

(Notícia atualizada às 11h46)

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