Inflação estabiliza nos 3,3% em maio, mas preços da energia aceleram para 13,2%
Produtos energéticos foram os principais responsáveis pela taxa de inflação no quinto mês de 2026, estando, em média, 13,2% mais caros do que há um ano.
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) ter-se-á mantido em maio, mas, sem surpresa, os valores dos combustíveis voltaram a aumentar. Em dados divulgados esta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que a taxa de inflação homóloga se fixou nos 3,3%, com o índice relativo aos produtos energéticos a subir para 13,2%, 1,5 pontos percentuais acima do mês anterior.
Quanto ao índice referente aos produtos alimentares não transformados, as estatísticas apontam para um abrandamento de 1,8 pontos percentuais, passando de uma variação de 7,5% em abril para 5,7% em maio.
Evolução do Índice de Preços no Consumidor:

O INE estima também que o indicador de inflação subjacente (que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma taxa de variação homóloga idêntica à observada em abril, de 2,2%.
Na comparação em cadeia, o IPC terá aumentado 0,3% este mês. A variação em cadeia de abril, que comparou o nível médio de preços nesse mês com o de março, fora de 1,4%.
Estima-se ainda uma variação média nos últimos 12 meses de 2,5%, que compara com 2,4% em abril.
Já a variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português — indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia — terá sido de 3,1%. Em abril, este indicador fixou-se nos 3,3%.
O INE irá publicar os dados definitivos (e com mais detalhe) da inflação de maio no dia 12 de junho.
(Notícia atualizada às 11h39)
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