Mango e Puig unem-se contra tarifas de Trump em tribunal

Lina Santos,

Os dois grupos económicos da Catalunha pedem devolução das tarifas. Avançaram com ações no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA.

A Puig e a Mango avançaram com ações judiciais nos Estados Unidos, no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, para reclamar a devolução de tarifas cobradas entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, segundo o elEconomista.es. As empresas pedem o reembolso das taxas depois de o Supremo Tribunal dos EUA ter declarado ilegais parte das tarifas impostas pela administração de Donald Trump.

A Puig, através da Puig USA, apresentou a ação a 18 de março. A Mango MNG e a Mango NY fizeram o mesmo no dia 24 de março. Ambas as empresas, com grande sintonia empresarial e administradores cruzados, recorreram ao escritório norte-americano DLA Piper.

As ações visam a administração norte-americana, vários departamentos federais e responsáveis pela política económica dos EUA. As empresas pedem a devolução de todos os montantes cobrados, acrescidos de juros, ou uma indemnização equivalente ao valor das tarifas e respetivos juros.

A administração dos EUA enfrenta pedidos globais de devolução de 166 mil milhões de dólares, equivalentes a 142 420 milhões de euros ao câmbio atual, segundo o texto. A Câmara de Comércio de Espanha estima que as empresas espanholas possam receber até 3 mil milhões de euros em compensações.

A Mango foi afetada por tarifas aplicadas a países onde produz, incluindo China, Vietname e Índia. A Puig aponta o impacto de taxas sobre importações da União Europeia, Coreia do Sul, Tailândia, Índia e China.

O mercado norte-americano é estratégico para a têxtil Mango, que quer que os EUA sejam o seu principal mercado no final de 2026. Nos últimos três anos, a empresa abriu quase 60 lojas nas grandes cidades dos EUA e registou mais de 260 milhões de euros de receitas no país em 2025.

No caso da perfumista Puig, refere-se na queixa que o câmbio desfavorável penalizou os resultados recentes da empresa. No primeiro trimestre de 2026, as receitas cresceram 0,8 %, mas teriam aumentado 4,7 % a câmbio constante.

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