Ministros prometem melhoria no controlo de fronteiras do aeroporto. “Tendencialmente será muito melhor”
No dia da inauguração do alargamento da área de controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa, dois ministros vieram assegurar uma progressiva melhoria da operação.
No dia em que a área de controlo de fronteiras do Aeroporto Humberto Delgado ganhou mais 1.200 m2 e um reforço de meios, os ministros da Administração Interna e das Infraestruturas prometeram uma melhoria progressiva “de Norte a Sul do país”.
“Tendencialmente esta operação será positivamente muito melhor do que até agora”, afirmou esta sexta-feira o ministro da Administração Interna, Luís Neves “Não queremos dizer que não possa haver um ou outro dia em que possa ocorrer uma falha do ponto de vista tecnológico”, mas “o futuro será bastante diferente de norte a sul do país, naquilo que têm sido as nossas fronteiras até agora”, acrescentou o governante.
“Atingimos um ponto em que podemos afirmar, com otimismo, aquilo que vai melhorar”, afirmou o ministro das Infraestruturas, salientando a colaboração entre a PSP, o Sistema de Segurança Interna e a ANA. “Hoje mesmo, no pico da manhã tivemos menos 50% de tempo de espera em fila“, referiu Miguel Pinto Luz em declarações transmitidas pelas televisões.
Além da nova área, que até aqui era ocupada pela TAP, estão a funcionar mais 18 posições na fronteira e estão a ser montados mais 14 e-gates (portas eletrónicas), detalhou Luís Neves. Serão também colocados mais 48 profissionais da PSP, numa primeira fase, dos quais 22 já entraram esta sexta-feira. No início de julho entram mais 360 elementos, dos quais 140 serão colocados no aeroporto de Lisboa.
Há já algum tempo que estão a ser feitas suspensões temporárias nas alturas de maior pressão e vão continua a existir. “Em situações de grande demora, a lei permite a suspensão temporária da recolha de dados biométricos, o que não põe em causa a segurança nem de Portugal nem da União Europeia. Estamos a cumprir a lei e a utilizar todos os mecanismos”, garantiu o ministro da Administração Interna.
As longas filas e os tempos de espera no controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses, que chegam a superar as três horas, têm motivado fortes queixas das companhias aéreas, das associações de turismo e dos próprios turistas, nas redes sociais.
(artigo atualizado às 14h40 com mais informação)
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