REN prevê investimento de 400 milhões para ligar novos consumidores à rede

"A REN apresentou a necessidade de um investimento de aproximadamente 400 milhões de euros para reforço da rede, de forma a dar resposta a todas as necessidades" de novas ligações, indicou a ministra.

ECO Fast
  • O ministério do Ambiente e Energia anunciou que as manifestações de interesse para ligação à rede atingem uma capacidade de 4,6 gigawatts, exigindo um investimento de 400 milhões de euros.
  • A REN reportou uma queda significativa nos pedidos de ligação, que passaram de 46 gigawatts para 4 gigawatts devido a novas condições de acesso mais rigorosas.
  • O Governo implementou uma “zona única” de grande procura para avaliar pedidos de forma integrada, visando garantir a seriedade dos projetos apresentados.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O ministério do Ambiente e Energia confirma que as manifestações de interesse da parte de consumidores que se querem ligar à rede correspondem, de momento, a uma capacidade de 4,6 gigawatts.

A REN apresentou ao Governo a necessidade de um investimento de aproximadamente 400 milhões de euros para reforço da rede, de forma a dar resposta a todas estas necessidades“, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na conferência Energia que Move o País, organizada pelo ECO/Capital Verde, esta sexta-feira.

O responsável máximo pelas operações da REN (COO), João Conceição, já tinha dado conta de um decréscimo significativo nos pedidos de ligação à rede, desde que foram definidas condições mais rigorosas de acesso à zona de grande procura, que passou a ser uma zona única. Depois destas alterações, os 13 pedidos, que correspondiam a 46 gigawatts, ficaram reduzidos a 4 gigawatts.

Decidimos rever este modelo, em novembro do ano passado, para garantir mais realismo na calendarização e concretização dos projetos“, explicou a ministra, na conferência.

A 27 de janeiro, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o Governo optou por criar uma “zona única” de grande procura, dado o elevado número de pedidos de ligação à rede, muito dispersos no país, “de forma a que todos os pedidos sejam avaliados de uma forma integrada”.

O despacho que avança esta alteração, explicou a governante na altura, determina que terá de ser aberta uma consulta de interessados e, caso a capacidade prevista nos pedidos exceda a que está disponível, será feita uma seriação dos pedidos, num concurso.

Nesta zona, está previsto o pagamento de uma caução, que será maior do que aquela que está prevista para a zona de grande procura que já existe, em Sines. “Isto vai permitir separar os pedidos que são reais daqueles que são só tentativas”, afirmou, na altura.

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