Autoridades europeias querem menos regulamentações na indústria da defesa

  • eRadar
  • 1 Junho 2026

Autoridades da NATO e da UE apelaram aos legisladores nacionais do bloco para aliviarem as regulamentações que estão a atrasar o desenvolvimento da indústria de defesa no continente.

Altos funcionários da NATO e da União Europeia defenderam esta segunda-feira que os parlamentos nacionais devem reduzir as regulamentações que estão a atrasar o desenvolvimento da indústria de defesa no bloco, reiterando que a produção do setor continua lenta.

Podem realmente ajudar-nos a eliminar quaisquer obstáculos no que diz respeito ao aumento da produção de defesa, mas também no que diz respeito à cooperação industrial na área da defesa”, apelou a secretária-geral Adjunta da NATO, Radmila Shekerinska, aos legisladores europeus durante uma intervenção na Assembleia Parlamentar da aliança, em Vilnius, citada pelo Euractiv.

Apesar dos países europeus terem aumentado os investimentos no setor e estabelecido destinar 5% do PIB nacional à defesa até 2035, as autoridades da NATO e da UE demonstram estar frustradas com o ritmo da produção industrial.

“Os parlamentos nacionais europeus precisam de perguntar aos governos: porque é que as nossas indústrias não estão a crescer, apesar do aumento dos investimentos?”, questionou o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, apelando aos legisladores nacionais que responsabilizem os seus governos, citado pelo portal de notícias.

Atualmente, as empresas de defesa precisam de licenças específicas para movimentar equipamentos e subsistemas dentro da União Europeia, o que pode dificultar a cooperação entre empresas e a criação de uma Europa totalmente independente.

Não temos um mercado de defesa único na Europa, não há concorrência, faltam inovações e falta desenvolvimento industrial. A luta por um mercado único de defesa na União Europeia é também a luta pela possibilidade de se ter uma doutrina de defesa moderna a nível nacional”, vincou Kubilius, acrescentando que a maioria das aquisições é concedida diretamente a empresas nacionais sem qualquer concorrência, devido à isenção de segurança nacional nos tratados da UE.

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