Direitos, envelhecimento ativo e humanização dos cuidados ganham destaque no debate social

  • Servimedia
  • 1 Junho 2026

O debate sobre uma Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas Idosas foi o foco de uma conferência organizada esta semana pela Plataforma para os Idosos e Pensionistas (PMP).

Foram abordadas questões como o envelhecimento ativo, a luta contra o idadismo, a participação social e a proteção dos direitos das pessoas mais velhas.

Ao mesmo tempo, diferentes organizações e entidades sociais continuam a promover iniciativas ligadas à humanização dos cuidados, ao apoio comunitário e à participação ativa dos idosos, uma tendência cada vez mais visível em congressos, programas sociais e reconhecimentos setoriais.

Entre eles, a SegurCaixa Adeslas, a CaixaBank e a Fundação Edad&Vida realizaram recentemente a quinta edição dos Prémios Saúde Ativa, com o objetivo de promover o envelhecimento ativo e a participação social dos idosos. O apelo reuniu mais de 2.000 histórias e experiências partilhadas por pessoas com mais de 60 anos ligadas a hábitos saudáveis, bem-estar e autoaperfeiçoamento.

Entidades como a Fundação Santa María la Real também mantêm programas focados no combate à solidão indesejada e na promoção da autonomia e literacia digital dos idosos, especialmente em ambientes rurais.

Na mesma linha, a DomusVi recebeu recentemente um novo reconhecimento pelo seu projeto de humanização dos cuidados aplicados ao Home Help Service (SAD), atribuído no V Home Care Congress – FuenlaSocial. O prémio, que se soma ao obtido semanas antes no Congresso TecnoSocial na Andaluzia, reconhece o compromisso da empresa em integrar os Cuidados Centrados na Pessoa nos cuidados domiciliários através do seu modelo Humaniza.

Este contexto também ocorre numa altura de profunda mudança demográfica. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e o relatório da CSIC ‘Um perfil de idosos em Espanha 2025’, as pessoas com mais de 65 anos já representam mais de 20% da população espanhola e ultrapassam os 10 milhões de pessoas, um número que continuará a crescer nas próximas décadas.

Os especialistas salientam que este cenário reforça a necessidade de promover modelos de cuidados centrados na pessoa, promover a participação ativa e avançar na proteção eficaz dos direitos das pessoas idosas.

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