Hoje nas notícias: Imposto “coca-cola”, crédito e cortiça
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
O Governo decidiu que o imposto sobre as bebidas adicionadas de açúcar ou edulcorantes deixa este ano de ser afeto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), alterando o que estava previsto desde a sua criação em 2017. O governador do Banco de Portugal defende as novas regras para a concessão de crédito, dizendo que “há a tentação” por parte da banca de facilitar demasiado. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta segunda-feira.
Imposto que rendeu mais de 500 milhões deixa de ir para o SNS
O imposto sobre as bebidas adicionadas de açúcar ou edulcorantes (IABA) rendeu 533,2 milhões de euros desde a sua criação, em 2017, tendo sido sempre consignado ao SNS. Contudo, o atual Governo decidiu que o IABA — vulgarmente conhecido como imposto “coca-cola” — deixa de estar afeto ao SNS e passa a ir para o bolo geral dos impostos arrecadados, contrariando a motivação para a qual este imposto foi originalmente criado e a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A alteração, justifica fonte oficial do Ministério da Saúde, visa “simplificar o modelo de consignações específicas, mantendo o princípio de que o financiamento global do SNS é assegurado através das dotações do Orçamento do Estado, enquanto os mecanismos de consignação são utilizados sobretudo quando estão diretamente associados a objetivos concretos de política de saúde pública”.
Leia a notícia completa no Público (acesso pago).
Há “tentação de facilitar demasiado” no crédito, diz Santos Pereira
Porque “não podemos voltar a cometer os erros do passado”, o governador do Banco de Portugal quer regras que travem a concessão de financiamento para a compra de casa, propondo um travão através da mudança na taxa de esforço máxima, de 50% para 45%, e uma mudança nas maturidades dos empréstimos. “O crédito vai continuar a crescer, mas a um ritmo saudável”, defende Álvaro Santos Pereira, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1. Além disso, pede que as recomendações que o supervisor emite passem a ser vinculativas para travar a “tentação de facilitar demasiado” o crédito por parte dos bancos que, se não cumprirem com as novas orientações, “serão penalizados”.
Leia a entrevista completa no Jornal de Negócios (acesso pago).
Produtores de cortiça abandonam a atividade devido à queda dos preços
Há produtores de cortiça a abandonar a atividade por receberem valores cada vez mais baixos pela matéria-prima por parte da Corticeira Amorim, empresa que tem uma posição dominante nesta fileira, não cobrindo os custos de produção dos sobreiros e da mão-de-obra para extrair a cortiça. “A Corticeira Amorim reduziu drasticamente o volume de compras e os preços nas campanhas de 2024, 2025 e 2026, apesar de uma escassa contração do volume de vendas e de uma aparente subida do preço final das rolhas. Com esta manobra, deixou pequenos fabricantes e intermediários afogados em cortiça e levou à oferta de preços aos produtores florestais por metade ou menos dos que tinham sido praticados na campanha de 2023″, denuncia Albano Rosa, produtor do Alto Alentejo, que diz mesmo que “há dez anos o valor era mais do dobro do que é pago atualmente”. Os produtores ponderam agora constituir um agrupamento para poder negociar e criar uma marca e uma rota.
Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (ligação indisponível).
Banco de horas individual chegou a abranger 93 mil pessoas
O banco de horas individual, introduzido durante o programa de ajustamento da troika, chegou a abranger 93.339 trabalhadores, um número alcançado em outubro de 2018, um ano antes de ser revogado. A modalidade que permite aumentar o tempo normal de trabalho por negociação direta com o trabalhador – e que o Governo quer agora recuperar – foi nessa altura muito valorizada pela Confederação Empresarial (CIP) e pela grande distribuição. Nos últimos meses, tem sido bastante defendida pela Confederação do Turismo (CTP), essencialmente por causa da hotelaria e da restauração. “A nossa preocupação é regularizar o banco de horas que hoje existe de forma informal. É uma prática recorrente. Mas no deve e no haver quando começamos a ter 30, 40, 50 horas [por compensar] é mais complicado”, disse o presidente da CTP, Francisco Calheiros.
Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).
Nota de dez euros leva CGD à Justiça contra o Banco de Portugal
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a tentar impugnar, junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, em Santarém, uma contra ordenação do Banco de Portugal, que sancionou o banco público em 9.000 euros. A sanção resulta de uma inspeção em 25 de agosto de 2023, num balcão da CGD em Guimarães, em que o supervisor detetou erros no preenchimento de documentação pelo balcão da Caixa no que diz respeito às regras que definem a circulação de numerário, ou seja, a garantia de que as notas que mudam de mãos e passam por ali são verdadeiras. Mas o formulário mal preenchido não foi o único problema detetado: o balcão havia retido em junho uma nota de dez euros, depositada por uma cliente, por suspeitar da sua integridade. Achava que era falsa. Mas a nota não foi remetida à Polícia Judiciária (a lei obriga a que isso aconteça quando há suspeitas de notas falsas), nem ficaram registados os elementos de informação que são exigidos nestas situações.
Leia a notícia completa no Público (acesso pago).
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