SAFE. Segunda ronda será possível caso Itália reduza pedido de empréstimo militar
Uma segunda ronda ronda de empréstimos SAFE será possível caso a Itália reduza sua participação prevista de 15 mil milhões de euros para 5 mil milhões. Vários países querem financiamento adicional.
A Comissão Europeia afirmou que uma segunda ronda de empréstimos no âmbito do programa SAFE (Security Action for Europe) poderá vir a ser possível, caso a Itália reduza a sua participação prevista de 15 mil milhões de euros para 5 mil milhões, num contexto de pressão política interna contra as despesas militares no governo da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.
Ao reduzir o montante solicitado, a CE adiantou que poderá haver possibilidade de alocar as verbas para outros países do bloco. “Nesse caso, continuaremos dentro da estrutura SAFE, naturalmente, utilizando este instrumento, e teremos a possibilidade de lançar uma segunda alocação”, sublinhou em anonimato um porta-voz da Comissão, citado pelo Euractiv.
Vários países da União estão prontos para solicitar financiamento adicional ao abrigo do instrumento de empréstimo para a defesa. “Temos também vários Estados-membros que estariam extremamente interessados em solicitar quaisquer empréstimos adicionais, se necessário”, acrescentou o porta-voz.
Ao todo, 19 países solicitaram acesso ao programa no ano passado, sendo que, até o momento, apenas seis países da UE – Polónia, Lituânia, Croácia, Roménia, Bélgica e Chipre – assinaram formalmente os acordos de empréstimo SAFE. A Polónia foi o primeiro país do bloco a receber o cheque do programa financeiro, uma tranche de 6,6 mil milhões de euros.
Em Portugal, o ministro da Defesa, Nuno Melo, tinha dito que esperava que os contratos para a fatia de 5,8 mil milhões de euros fossem assinados em maio, mas entretanto já remeteu para junho ou julho.
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