Anthropic expande Mythos para mais de 15 países e 150 organizações

Projeto de cibersegurança, chamado Glasswing, vai deixar de estar circunscrito aos EUA, onde foi apresentado em abril. "Pretendemos alargar muito mais o nosso alcance", garante tecnológica.

A tecnológica norte-americana Anthropic vai disponibilizar o Claude Mythos, o seu modelo de inteligência artificial (IA) para cibersegurança, a mais de 15 países e aproximadamente 150 organizações em todo o mundo. A tecnologia que deteta falhas de segurança nas empresas vai deixar de estar circunscrita à fronteira dos Estados Unidos, onde foi apresentada no passado mês de abril.

Um dia após a Anthropic ter apresentado um pedido confidencial de entrada em bolsa (IPO – Initial Public Offering ou oferta pública inicial) que a pode avaliar em mais de um bilião de dólares (cerca de 859 mil milhões de euros), a empresa cofundada e liderada por Dario Amodei anunciou que vai expandir o designado “Projecto Glasswing”.

Sem apresentar detalhes, a criadora do Claude informa que o “grupo abrange diversos setores que não estavam bem representados no inicial, como a energia, a água, a saúde, as comunicações e o hardware”.

“Muitos dos novos parceiros são empresas fornecedoras ou organizações sem fins lucrativos que mantêm bases de código utilizadas por diversas outras organizações em todo o mundo, incluindo governos”, lê-se no comunicado divulgado online.

O “Projeto Glasswing”, do qual fazem parte empresas como Apple, Amazon Web Services , Google, Nvidia ou Microsoft, é uma iniciativa centrada na busca e resolução de vulnerabilidades digitais dos negócios. Mas a quem chegará o novo modelo de cibersegurança? Segundo o jornal Financial Times, o conjunto de novas geografias inclui Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha, Itália, Suíça, Países Baixos, Espanha, Bélgica, Suécia, Índia, Japão ou Coreia do Sul.

Fontes conhecedoras do projeto indicaram ainda ao matutino que entre as empresas que poderão aceder ao Mythos no âmbito desta expansão estão o grupo tecnológico americano Okta, as sul-coreanas Samsung, SK Hynix e SK Telecom, a aliança militar NATO e, como a Bloomberg avançou, a agência de cibersegurança da União Europeia (ENISA).

Apesar deste alargamento, a Anthropic garante que a ambição não se fica por aqui: “No futuro, pretendemos alargar muito mais o nosso alcance geográfico”. O objetivo foi anunciado menos de dois meses depois da apresentação do Claude Mythos (Preview), cujo acesso inicial estava limitado a 50 empresas, essencialmente dos Estados Unidos.

Agora, a tecnológica com sede em São Francisco espera que, no período de seis a 12 meses, “muitas outras empresas de IA” tenham modelos Mythos. “O que todos os parceiros têm em comum é que um ataque bem-sucedido ao seu código-fonte pode ser catastrófico. Para a maioria dos parceiros, estimamos que um ataque de grande escala poderá afetar mais de 100 milhões de pessoas, com importantes ramificações para a segurança global e nacional”, refere ainda a Anthropic, sem nomear esses parceiros.

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