Augusta Labs fecha ronda com unicórnios nacionais e chuta avaliação para 50 milhões
Virgílio Bento (e a restante equipa fundadora da Sword Health, via a EX Capital), Diogo Mónica (Anchorage), Paulo Rosado (OutSystems) e Nuno Sebastião (Feedzai) estão entre os investidores.

A Augusta Labs, startup que ajuda as empresas a acelerar a sua transformação em IA, fechou a sua primeira ronda de investimento junto a private equities e angel investors colocando a avaliação da companhia nos 50 milhões de euros. Virgílio Bento (e a restante equipa fundadora da Sword Health, via a EX Capital), Diogo Mónica (Anchorage), Paulo Rosado (OutSystems) e Nuno Sebastião (Feedzai) estão entre os investidores nesta ronda de investimento.
Fundada há dois anos por Rodrigo Fernandes e João Cerejeira, a Augusta Labs tem como missão ajudar as empresas a fazer a sua transformação IA e tem como foco, em termos de clientes, os private equity. “Encontrámos fortíssimo product-market fit do lado de private equity, para transformar empresas de portefólio. É onde concentramos a maior parte do nosso esforço comercial”, adianta Rodrigo Fernandes, cofundador do Augusta Labs, ao ECO.
“Fazemos a transformação end-to-end de empresas para serem AI-native. É sobretudo uma resposta ao seguinte desafio: imaginar e tornar real a resposta à pergunta ‘se esta empresa fosse criada hoje, com toda a tecnologia disponível, como seria?’ — e depois fazer tudo o que for preciso para que isso aconteça, sobretudo do ponto de vista técnico”, explica quando questionado sobre a mais valia que a Augusta Lab oferece ao mercado.
“Na prática, trabalhamos side-by-side com a C-suite para desenhar a versão futura da empresa — reimaginando processos e linhas de receita — e a partir daí desenvolvemos soluções de AI personalizadas, medindo o valor gerado em cada passo. Cada vez mais, isso passa não só por otimizar o que já existe, mas por criar novas fontes de receita que antes não eram possíveis”, continua.
“E para os nossos clientes, os private equities, o que mais importa é o EBITDA e o enterprise value. É por isso que somos avaliados, e é isso que nos mantém focados no que realmente gera resultado. No fundo, a Augusta está a tornar-se numa máquina de fazer dinheiro: entra numa empresa e desbloqueia EBITDA real em muito pouco tempo. E isso é algo extraordinariamente valioso”, afirma.
O cofundador não adianta qual o valor levantado nesta primeira ronda pela empresa, mas refere que esta entrada de capital avalia a Augusta Labs em 50 milhões de euros. “Temos publicamente partilhado algumas empresas com as quais trabalhamos (como por exemplo, a Sage), mas hoje em dia a maior parte do nosso trabalho é com grandes firmas de private equity, cujos nomes ainda não podemos partilhar”, diz quando questionado sobre a carteira de clientes.
Mercados foco: EUA e Reino Unido
Com dois anos de existência e mais de 40 colaboradores, a empresa, dizem, está a registar forte crescimento — “crescemos mais de seis vezes ao ano” — e, com esta injeção de capital, querem “acelerar massivamente” a “distribuição e delivery“. Se no que toca ao delivery o objetivo é “construir a melhor máquina de transformação de empresas com AI do mundo, criada pelos melhores jovens do nosso país”, no que se refere à distribuição a ambição é “continuar a expandir agressivamente globalmente e continuar a adquirir a confiança profunda dos clientes certos”, aponta Rodrigo Fernandes. “Estados Unidos e Londres” são os mercados foco, refere.
Uma expansão que deverá ser acompanha por crescimento da equipa querem reforçar “de forma muito significativa”.
“Precisamos do melhor talento técnico jovem do país — e o ‘jovem’ é deliberado. Quem cresceu com estas ferramentas domina-as melhor e está mais disponível para experimentar formas de trabalhar que só se tornaram possíveis há poucos meses. É um talento raro em Portugal, mas excecional, e o nosso objetivo é concentrá-lo todo na Augusta”, diz.
“Este desafio não é só nosso. Todas as empresas vão ter de repensar como recrutam. Os processos tradicionais, assentes no CV e nas credenciais académicas, estão a tornar-se obsoletos numa altura em que o que conta é o que cada pessoa consegue construir com as ferramentas de hoje. Estamos a criar uma nova forma de identificar quem será top performer nesta era da AI — e dentro de duas a três semanas teremos novidades concretas sobre isto”, diz, sem mais detalhes.
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