F.Rego chamou especialistas para debater os novos riscos geopolíticos

  • ECO Seguros
  • 2 Junho 2026

Sérgio Sousa Pinto e Miguel Morgado debateram as novas fronteiras do risco político na segunda edição das “Conversas de Risco” promovido pela corretora F.Rego.

A corretora de seguros F. REGO juntou mais de cem decisores empresariais no Vinha Boutique Hotel, em Vila Nova de Gaia, no Porto, para uma reflexão sobre os riscos geopolíticos, económicos e regulatórios que condicionam as empresas portuguesas. A segunda edição das “Conversas de Risco”, iniciativa para clientes da F. Rego, decorreu sob o mote “Geopolítica, economia e o que muda para as empresas portuguesas” e reuniu Miguel Morgado e Sérgio Sousa Pinto.

Pedro Rego, CEO da F. Rego, com Sérgio Sousa Pinto, Sara Rego, e Miguel Morgado na segunda edição das “Conversas de Risco”.

Miguel Morgado, professor e ex-assessor político do ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, defendeu que a Europa atravessa um “choque de realidade”. “A incerteza sempre existiu, mas a Europa habituou-se à ideia de estabilidade permanente. O que mudou foi a perceção europeia do risco: aquilo que antes víamos como imprevisibilidade transformou-se agora numa sensação de ameaça direta“, afirmou, sublinhando que “está em curso um profundo realinhamento da ordem internacional”.

Já Sérgio Sousa Pinto, jurista e ex-eurodeputado, foi mais contundente: “Estamos a entrar num mundo em que o direito foi desacreditado e em que a força volta a impor-se nas relações internacionais.” Para o ex-deputado pelo PS à Assembleia da República, assiste-se a “um regresso a uma lógica de caos e fragmentação”, marcada por um crescente sentimento de “cada um por si”.

Ao longo da mesa-redonda, os oradores discutiram a reorganização da economia mundial em blocos regionais, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, a vulnerabilidade energética europeia, os efeitos da regulação comunitária sobre a competitividade e os desafios portugueses em matéria de produtividade e retenção de talento.

A aceleração tecnológica e a inteligência artificial foram também abordadas, a par da crescente exposição das organizações a riscos reputacionais e cibernéticos, dimensões que exigem uma nova cultura de antecipação nas lideranças empresariais.

Pedro Rego, CEO da F. Rego e administrador do Grupo, sintetizou a mensagem central do evento: “Mais do que nunca, as empresas precisam de integrar a gestão de risco como uma componente estratégica das suas decisões. A capacidade de adaptação, antecipação e resiliência será determinante para atravessar um ciclo internacional particularmente desafiante.”

A segunda edição das “Conversas de Risco” acontece numa altura em que o Grupo Rego, adquiriu recentemente 50% do capital da corretora de seguros Corbroker, prevendo o acordo a aquisição das restantes participações no início de 2029.

Atualmente, o Grupo Rego conta com mais de 200 colaboradores e um volume de negócios combinado, em 2025, superior a 35 milhões de euros, estando presente em Portugal, Espanha, Brasil e Reino Unido. Integra empresas como a F. Rego e a IberAssekuranz, broker espanhol com escritórios em Madrid e Barcelona.

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