Rússia lançou um dos maiores ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia
A Rússia atingiu Kiev e outras cidades importantes num dos maiores ataques com drones e mísseis desde o começo da guerra. Zelensky reiterou que o fornecimento de mísseis dos EUA é necessário.
A Rússia realizou uma série de ataques aéreos contra as cidades ucranianas de Kiev, Dnipro e Kharkiv durante a madrugada de terça-feira, um dia depois do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter voltado a alertar para um possível ataque russo de grande escala. O ataque terá envolvido 73 mísseis, dos quais oito mísseis hipersónicos Zircon, e 656 drones contra a Ucrânia, segundo a Força Aérea ucraniana.
Na semana passada, o Governo russo instou os cidadãos estrangeiros residentes em Kiev, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonar a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo alertou que pretendia realizar ataques sistemáticos contra alvos em Kiev ligados às forças armadas ucranianas em resposta ao ataque de drone realizado no mês passado contra uma residência estudantil na região de Luhansk, na Ucrânia, controlada pela Rússia. A Ucrânia negou o ataque, afirmando que atacou um centro de comando de drones.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na segunda-feira que a Ucrânia, ao ter efetuado o ataque ao dormitório estudantil, “abriu uma nova página” na guerra.
“Ao cometerem conscientemente os crimes mais graves contra crianças e adolescentes na escola normal de Starobilsk… a liderança de Kiev decidiu abrir uma nova página na sua série de crimes”, sublinhou Putin, segundo agências de notícias russas, citado pela Reuters. A agência de notícias não conseguiu verificar de forma independente o sucedido.
A Força Aérea da Ucrânia reiterou que a Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones contra o país apenas neste último ataque. Num comunicado divulgado no Telegram, a Força Aérea afirmou que 40 mísseis e 602 drones foram abatidos ou neutralizados, noticia a Reuters.
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Um porta-voz da Força Aérea ucraniana vincou que o ataque russo incluiu oito mísseis hipersónicos Zircon, que têm um alcance de 1.000 quilómetros e viaja nove vezes a velocidade do som. Seria o maior número de mísseis Zircon usados pela Rússia em mais de quatro anos de conflito. Até ao momento, as autoridades locais confirmam que o ataque provocou 22 mortes e mais de 100 feridos.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, vincou que a guerra atingiu “um novo paradigma” devido ao que descreveu como “atos de terror desumanos” perpetuados pelos militares de Kiev contra civis, ao falar com jornalistas em Moscovo, citado pela Reuters.
Peskov acrescentou que o processo de paz estava suspenso, mas que os contactos entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a Ucrânia continuam.
Zelensky volta a pedir mísseis aos EUA
O Presidente ucraniano, Zelensky, disse esta terça-feira que o apoio dos Estados Unidos no fornecimento de mísseis para os sistemas de defesa é “absolutamente” necessário, após mais uma noite de ataques russos contra a Ucrânia.
Através das redes sociais, Zelensky considerou de grande escala o ataque russo da última noite contra território ucraniano e que fez pelo menos onze mortos, incluindo quatro em Kiev.
O chefe de Estado da Ucrânia reiterou que se o país não estiver protegido contra mísseis balísticos os ataques de grande escala vão continuar.
Nesse sentido, Zelensky apelou à Administração norte-americana para que determine um programa de fornecimento de mísseis Patriot capazes de proteger a Ucrânia dos bombardeamentos da Rússia.
(Última atualização às 18h11).
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