SIRESP pede cerca de 344 mil euros aos fornecedores pelas falhas no apagão. NOS rejeita responsabilidades

  • ECO
  • 2 Junho 2026

A informação foi avançada pelo MAI, que revelou que as penalizações contratuais têm um valor global de 343.865,22 euros, mas recusou dizer quanto exige a cada um dos fornecedores envolvidos. 

A SIRESP S.A., encarregue do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, está a pedir quase 344 mil euros aos fornecedores devido às falhas de serviço que aconteceram no dia do apagão a 28 de abril de 2025, avança a Sic Notícias. A NOS garante que os serviços que presta à rede foram “integralmente cumpridos”, afastando motivos para ser penalizada.

A informação sobre o pedido da SIRESP S.A. foi avançada pelo Ministério da Administração Interna, que revelou que as penalizações contratuais têm um valor global de 343.865,22 euros, mas recusou dizer quanto exige a cada um dos fornecedores envolvidos.

Segundo a Sic Notícias, a maior parte do valor estará a ser imputada à NOS, que é responsável por dois dos sete lotes do sistema onde existiram falhas a 28 de abril de 2025. O sistema SIRESP está dividido em sete lotes que estão adjudicados a empresas como a Motorola, a NOS, a Omtel, a No Limits, a Moreme e a Altice Labs.

Em comunicado, a NOS garante que os serviços de transmissão terrestre e de redundância via satélite, ao abrigo de contratos celebrados, “foram integralmente cumpridos”.

“Enquanto prestador de serviços, a NOS não tem — nem nunca teve — qualquer intervenção no desenho, na arquitetura ou nas decisões operacionais da rede SIRESP. Essas responsabilidades são, exclusivamente, da SIRESP S.A., entidade gestora da rede”, defende a operadora.

Deste modo, a empresa afirma que os serviços prestados por si “não foram a causa das falhas no SIRESP”, argumentando que “essa é a razão para a NOS não poder ser penalizada e não ter recebido qualquer penalidade ou comunicação formal de intenção nesse sentido”.

O apagão geral que ocorreu o ano passado expôs várias fragilidades do SIRESP, tendo o sistema de comunicações de emergência falhado em mais de 90% das antenas.

(Notícia atualizada às 19h41 com a posição da NOS)

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