Ministra vê pouca adesão à greve geral. “Esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar”
Ministra admite adesão superior no setor público face a setor privado (onde expressão da greve está a ser residual). Garante que reforma laboral vai continuar a fazer caminho, apesar do protesto.
No dia em que decorre a segunda greve geral contra a reforma da lei laboral, a ministra do Trabalho garante que a “esmagadora maioria” dos trabalhadores está a cumprir as suas funções com normalidade nos seus locais de trabalho. No setor privado, a adesão é “residual” e, nalgumas áreas, mesmo nula, identificou Maria do Rosário Palma Ramalho.
“A esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar nos seus locais de trabalho. Outros propuseram trabalhar em teletrabalho”, começou por explicar a governante, cujo balanço tem por base os dados das confederações empresariais e das grandes empresas.
“No setor privado, a adesão privado é absolutamente residual e em algumas áreas nula. Todas as fábricas estão a trabalhar nas áreas principais de produção em Portugal“, garantiu a responsável.
E detalhou: no turismo, não existe “qualquer perturbação na hotelaria, nem nas agências de viagens” (ainda que se admita “efeitos indiretos” com a adesão à greve na TAP); na agricultura, a greve “não teve qualquer expressão”; na banca, todas as agências da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados estão abertas e os serviços centrais estão a funcionar; na construção, “não houve efeito”; Nas telecomunicações, a adesão foi de 1,2% (dados da Meo); e no outsourcing, a adesão foi de 1,3% (dados da Trivalor).
Já no setor público, a adesão à greve geral está a ser mais forte, admitiu a ministra da tutela, em linha com o que sucedeu na greve geral de 11 de dezembro.
Por exemplo, Palma Ramalho deu conta que 40% dos alunos que tinha prova ModA de português não conseguiram realizar este teste por encerramento dos estabelecimentos escolares. Aliás, segundo a ministra, “entre 38 e 45% das escolas estão encerradas”, com uma adesão de “41% do pessoal não docente e apenas 24% de adesão de pessoal dos professores”.
Já nos transportes e na saúde, estão a ser cumpridos os serviços mínimos.
Apesar de mais esta paralisação, a ministra do Trabalho garantiu que a reforma laboral vai continuar a fazer caminho e disse que não tem de “temer ou deixar de temer” o impacto destes protestos na posição do Chega e, consequentemente, na viabilização potencial destas mais de 100 mudanças ao Código do Trabalho.
“Não tenho de temer ou deixar de temer. Todos os partidos que estão na Assembleia da República formarão a sua intenção de decisão de acordo com os critérios que considerem mais adequados“, rematou.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Ministra vê pouca adesão à greve geral. “Esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar”
{{ noCommentsLabel }}