Montenegro garante que “esmagadora maioria está a trabalhar”. E aponta para adesão de 23% na administração pública
Depois de desvalorizar os números de adesão à greve geral, o primeiro-ministro admitiu que "prejudicou a vida de muita gente".
O primeiro-ministro disse esta quarta-feira que “a esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar” em dia de greve geral. Luís Montenegro indica que apenas 23% dos serviços públicos aderiram a uma greve “que não trouxe novidade, nem solução”.
“A esmagadora maioria dos portugueses quis trabalhar e está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, afirmou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, falando ainda em “índices de adesão muito reduzidos” no setor privado. O chefe do Governo acrescentou que “esta greve não trouxe nenhuma novidade e também não trouxe nenhuma solução”.
“O que mais uma vez aconteceu foi que muitas pessoas, muitas famílias foram prejudicadas indiretamente por causa desta greve“, afirmou, dando como exemplo os alunos que não tiveram aulas ou não fizeram as provas agendadas para esta quarta-feira, assim como as pessoas que tinham cirurgias e consultas programadas, ou ainda os que não se puderam deslocar para o trabalho devido a não haver transporte.
“O país deve fazer uma reflexão e as estruturas sindicais também quanto ao que é o propósito e as consequências deste tipo de jornadas de luta“, destacou, reforçando que, “a consequência desta greve, no final do dia, passou apenas por prejudicar a vida de muita gente“, uma vez que o Executivo já conhece as posições sindicais.
Sobre o facto de ter o Parlamento ter agendado esta quarta-feira a data para a discussão do Código do Trabalho, que arranca no dia 18 de junho, o primeiro-ministro afirmou que não responde “pela agenda da Assembleia da República”.
Montenegro adiantou que a Assembleia da República terá agora a oportunidade para discutir a proposta do Governo e “contribuir com as suas posições“, voltando a defender a sua proposta, argumentando que Portugal pode ter uma lei do trabalho que dê maior competitividade à economia portuguesa.
(Notícia atualizada)
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