O maior ETF do mundo chegou ao bilião de dólares em ativos
Vanguard S&P 500 ETF tornou-se no primeiro fundo cotado a gerir mais de 1 bilião de dólares, numa corrida que deixou para trás gigantes como a Blackrock e a State Street.
Há 30 anos, um Exchange-Traded Fund (ETF) era uma curiosidade financeira que poucos conheciam. Hoje, o maior deles gere mais dinheiro do que o produto interno bruto de países como Suíça, Taiwan, Suécia, e 2,6 vezes o PIB de Portugal.
O feito é do Vanguard S&P 500 ETF (VOO), o fundo da gestora americana Vanguard que replica o índice S&P 500 (composto pelas 500 maiores empresas cotadas nos EUA), que esta quarta-feira se tornou no primeiro ETF da história a ultrapassar 1 bilião de dólares em ativos sob gestão, depois de receber 1,7 mil milhões de dólares em novos investimentos numa única sessão, revela o Financial Times.
O VOO, negociado na bolsa de Nova Iorque, quadruplicou de tamanho desde 2022 e captou mais de 69 mil milhões de dólares só desde o arranque do ano, contabilizando até ao momento uma valorização de 11,25%. Entre as principais posições do fundo está a Nvidia, Apple e Microsoft.
A nível global, os ETF detinham 21,9 biliões de dólares em ativos no final de abril, mais do triplo dos 6,4 biliões registados no início de 2020.
Este marco não é apenas um recorde contabilístico, mas o reflexo de uma mudança profunda na forma como os investidores, tanto particulares como institucionais, gerem o seu dinheiro.
Os ETF são fundos cotados que, ao contrário dos fundos de gestão ativa, não dependem de um gestor a selecionar ações, limitam-se a replicar automaticamente a composição de um índice. Esta simplicidade traduz-se em custos muito mais baixos – o VOO cobra apenas 0,03% ao ano em comissões de gestão que compara com uma taxa média de 0,72% de fundos semelhantes – que, ao longo de vários anos, representa uma diferença considerável no retorno final do investidor.
A nível global, os ETF detinham 21,9 biliões de dólares em ativos no final de abril, mais do triplo dos 6,4 biliões registados no início de 2020, segundo a consultora ETFGI, num registo de 83 meses consecutivos de entradas líquidas de capital.
A concentração de capital no VOO deu-se em detrimento de concorrentes diretos, nomeadamente o SPY da State Street, outro ETF que replica o mesmo índice S&P 500 e que detém agora 788 mil milhões de dólares em ativos; e ainda o IVV da Blackrock, com 857 mil milhões de dólares.

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