Portugal eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU
Portugal foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU esta quarta-feira. Para os dois lugares competia com a Alemanha e a Áustria, que acabou por ser também eleita.
Portugal foi eleito esta quarta-feira como membro não-permanente do Conselho de Segurança Organização das Nações Unidas, com duração de dois anos, garantindo assim o regresso a um dos principais órgãos da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais. Para os dois lugares competia com a Alemanha e a Áustria, que acabou por ser também eleita.
Uma “vitória sem precedentes, a primeira logo à primeira volta”, e que representa “o trabalho feito ao longo destes 13 anos por vários governos e presidentes, mas em especial aquilo que foi feito nos últimos dois anos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em Nova Iorque.
“Diz muito sobre o prestígio de Portugal e sobre a forma como é apreciada a nossa política externa“, reiterou Rangel, que alertou que “serão dois anos muito desafiantes”.
Montenegro destaca “contributo relevante” de Marcelo e Seguro
Luís Montenegro também sublinhou que o mandato constitui “mais uma prova do percurso histórico de Portugal” no plano internacional, refletindo o reconhecimento da “coerência, lealdade e visão estratégica no plano multilateral” que demonstra como Portugal “é um país credível, um país respeitado, um país que tem intervenção ao nível internacional”.
Montenegro saudou “o empenho e intenso trabalho diplomático” desenvolvido ao longo do processo que, disse, “uniu todos”, destacando ainda o “contributo relevante” do antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como do atual presidente, António José Seguro. “Ambos abraçaram com o Governo a campanha que permitiu o resultado que acabámos de alcançar”, frisou.
Montenegro agradeceu o trabalho levado a cabo pela rede diplomática e pelos embaixadores portugueses, referindo-os como os “maiores operacionais no terreno”, saudando terem dado “voz aos princípios que norteiam a política externa” de Portugal.
“Cabe-nos a responsabilidade de, em 2027 e 2028, estarmos na mesa do Conselho de Segurança das Nações Unidas e aí podermos contribuir para as decisões que são hoje, mais do que nunca, reclamadas para assegurar a paz e a segurança internacional. Esta nossa responsabilidade será assumida desde o primeiro minuto como fundamental para promover e salvaguardar os nossos valores“, apontou o primeiro-ministro português.
Luís Montenegro sublinhou que Portugal assume agora “uma responsabilidade muito importante de ser membro não permanente do Conselho de Segurança”, acrescentando que esse estatuto permite ao país “poder relançar as Nações Unidas num momento em que elas enfrentam muitos desafios”.
Nesse sentido, o primeiro-ministro nacional defendeu que a presença portuguesa deve contribuir para reforçar a organização multilateral “numa trajetória de ser o instrumento e o palco de resolução de conflitos”.
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Reconhecimento do “compromisso” de Portugal com o multilateralismo e ONU, diz Seguro
António José Seguro afirmou que a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas é “uma conquista que enaltece todo o povo português”, sublinhando o caráter coletivo do resultado e o reconhecimento internacional do país.
O Presidente da República destacou “a confiança e também o reconhecimento pelo apego a valores universais” por parte de Portugal, que reflete a identidade e a credibilidade do país na sua projeção externa.
José Seguro felicitou “todos os envolvidos desde a apresentação da candidatura”, incluindo “todos os Governos que deram continuidade a este objetivo” e também o “Ministro dos Negócios Estrangeiros, os seus Enviados Especiais e toda a diplomacia”.
O atual Presidente da República ainda congratulou os anteriores Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, “pelos seus esforços em torno deste objetivo”.
Para António José Seguro, “a votação obtida hoje por Portugal na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, é também o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas”. O Presidente destacou ainda a credibilidade e o respeito de Portugal no seio da comunidade internacional.
“É também uma vitória da diplomacia portuguesa e da coerência e estabilidade da nossa política externa”, acrescentou, sublinhando o papel acumulado de diferentes governos e da diplomacia nacional na concretização deste objetivo.
Seguro defendeu que Portugal irá lutar por “uma defesa intransigente do respeito pelo direito internacional, tendo em vista a prossecução da paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável”.
O PS também já reagiu nas redes sociais. “O Partido Socialista saúda calorosamente a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Este resultado é o reflexo do reconhecimento internacional da nossa diplomacia e do nosso compromisso histórico com a paz e o multilateralismo”, escreveu o partido no X.
(Notícia atualizada pela última vez às 17h42)
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