⛽ Gasóleo vai subir, mas gasolina desce para a semana
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, caminham para um ganho semanal de 2,84%, o primeiro em três semanas.
Os preços dos combustíveis vão ter um comportamento diferenciado na próxima semana, após uma descida acentuada esta semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir quatro cêntimos e a gasolina deverá descer um cêntimo, de acordo com os dados do ACP. Contudo, esta descida poderá ser anulada por uma eventual diminuição do desconto extraordinário do ISP.
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Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana.
Esta semana, tanto o gasóleo como a gasolina desceram 8,6 cêntimos, uma descida inferior aos 12 cêntimos que eram antecipados pelo mercado, tendo em conta a redução do desconto extraordinário do ISP em 1,9 cêntimos no gasóleo e 1,8 cêntimos na gasolina. O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis.
De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. O diesel regista um aumento acumulado de 24,2 cêntimos e a gasolina de 23,4 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a descer 0,37%, para 94,66 dólares por barril, e caminham para um ganho semanal de 2,84% — depois da descida de 11,1% na semana anterior — o primeiro em três semanas.
Os preços do ouro negro estão a aliviar depois de Omã ter dito que as operações no porto de Mina al Fahal estão a decorrer normalmente, na sequência de uma notícia da Reuters que dava conta de que os carregamentos de petróleo tinham sido suspensos na sequência de uma explosão.
Mas o ganho semanal é justificado pelo recrudescimento dos combates no Médio Oriente, com as negociações de paz entre os EUA e o Irão a arrastarem-se e o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, ainda limitado.
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