Juros do crédito à habitação renovam máximos de nove meses

A taxa de juro média dos novos créditos à habitação subiu para 2,86% em abril, o valor mais alto desde julho de 2025, e a prestação mensal já sobe há oito meses consecutivos.

ECO Fast
  • As famílias enfrentaram um aumento nas taxas de juro dos empréstimos à habitação em abril, atingindo 2,86%, o valor mais alto desde julho de 2025.
  • A prestação média mensal dos empréstimos à habitação subiu para 428 euros, e a maioria dos novos contratos foi realizada a taxa mista.
  • O crédito ao consumo também registou um aumento significativo, com a taxa média a atingir 8,98%, e as novas operações de crédito a diminuírem substancialmente.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

As famílias que contrataram um empréstimo para comprar casa em abril pagaram mais do que no mês anterior. A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação subiu 0,05 pontos percentuais (pp), para 2,86%, renovando um máximo desde julho de 2025, segundo dados publicados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.

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Os dados do regulador revelam ainda que “a prestação média mensal do stock de empréstimos à habitação aumentou pelo oitavo mês consecutivo”, situando-se em abril nos 428 euros, mais três euros do que em março.

A grande maioria dos novos créditos à habitação (85%) realizados em abril foi contratada a taxa mista, ou seja, com uma fase inicial a taxa fixa seguida de taxa variável. Neste segmento, a taxa média subiu 0,03 pp, para 2,74%. Já nas operações a taxa variável, o aumento foi mais acentuado: mais 0,14 pp, para 2,96%.

No conjunto da área do euro, a taxa média das novas operações de empréstimos à habitação aumentou 0,08 pp, para 3,43%, e Portugal manteve a quarta taxa mais baixa entre os países da Zona Euro, o que mostra que, apesar da subida, o crédito à habitação ainda é relativamente mais barato em Portugal do que na maioria dos países europeus.

No crédito ao consumo, a subida foi ainda mais expressiva, com a taxa de juro média das novas operações a situar-se nos 8,98%, “mais 0,21 pp do que em março”, segundo o Banco de Portugal.

Os novos contratos ao consumo recuaram 78 milhões de euros, para 657 milhões de euros. No total, as novas operações de empréstimos aos particulares (que incluem habitação, consumo e outros fins) diminuíram 473 milhões de euros em abril, totalizando 3.695 milhões de euros, com todas as finalidades a registarem descidas.

Nas empresas, o mês de abril ficou marcado por uma queda acentuada no volume de crédito e por um salto nas taxas de juro. Segundo o Banco de Portugal, o montante de novas operações de empréstimos às empresas totalizou 2 748 milhões de euros, menos 937 milhões do que em março. A taxa de juro média subiu 0,26 pp, “passando de 3,53%, em março, para 3,79% em abril”.

O regulador explica que esta subida foi em parte influenciada pelo mês anterior. “Em março, registou-se um elevado volume de empréstimos com garantia pública, associado às linhas de crédito disponibilizadas para apoio à reconstrução na sequência da tempestade Kristin, o que contribuiu para reduzir a taxa de juro média obtida pelas empresas nesse mês.”

O aumento das taxas verificou-se tanto nos empréstimos de menor dimensão, até 1 milhão de euros, onde a taxa subiu 0,34 pp, para 3,94%, como nos de maior valor, acima de 1 milhão de euros, onde avançou 0,18 pp, para 3,63%.

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