Juros dos depósitos sobem há três meses, mas continuam a ser dos mais baixos da Zona Euro
Os juros dos depósitos a prazo subiram pelo terceiro mês seguido em abril, para 1,44%, mas os bancos nacionais continuam a remunerar menos do que a maioria dos pares europeus.
- As famílias aumentaram os depósitos nos bancos em abril, atingindo um máximo histórico de 13.398 milhões de euros, apesar de juros ainda baixos.
- A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo subiu para 1,44%, mas continua abaixo da média da Zona Euro, que é de 1,91%.
- Portugal passou a ser o sexto país com a taxa de juro média mais baixa na Zona Euro.
As famílias voltaram a depositar mais dinheiro nos bancos em abril e a um custo crescente, mas ainda muito abaixo da média da remuneração da Zona Euro, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
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A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril, passando de 1,42% em março para 1,44% em abril. Ao mesmo tempo, o montante de novas operações atingiu um máximo histórico: 13.398 milhões de euros, mais 288 milhões de euros do que no mês anterior, “o valor mais elevado da série histórica”, destaca o regulador liderado por Álvaro Santos Pereira.
Os números revelam que a esmagadora maioria das poupanças (97%) foi canalizada para depósitos com prazo até um ano, precisamente a modalidade onde a taxa de juro também subiu — 0,02 pontos percentuais (pp) para 1,44%.

Ainda assim, a banca nacional continua a remunerar as poupanças das famílias com juros abaixo dos seus pares da área do euro. Segundo dados do Banco Central Europeu, na Zona Euro, a taxa média dos novos depósitos de particulares aumentou 0,05 pp em abril para 1,91%.
Porém, Portugal foi capaz de subir um nível no ranking dos países que pior remuneram dos depósitos dos particulares, passando agora a apresentar a sexta taxa de juro média mais baixa entre os países da Zona Euro, quando em março ocupava o quinto lugar.
No plano empresarial, a tendência foi semelhante no lado das taxas, mas divergente no volume:
- A remuneração média dos novos depósitos a prazo fixou-se em 1,83% em abril, mais 0,04 pp face a março.
- Já o montante das novas operações recuou para 11.326 milhões de euros, menos 188 milhões do que no mês anterior.
Tal como nos particulares, os depósitos de curto prazo dominam de forma quase absoluta nas empresas, com os depósitos a prazo até um ano a representarem 99,7% do total de novos depósitos do tecido empresarial nacional.
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