Semana Santa gera impacto económico de 18 milhões em Braga
O estudo da Associação Empresarial de Braga revelou que 66,5% das transações foram feitas por residentes de Braga, enquanto 25,2% foram de visitantes nacionais e 7,3% de turistas estrangeiros.
- A Semana Santa de Braga gerou um impacto económico de 18 milhões de euros em 2026, superando em 3,4 milhões o valor de 2025.
- O estudo da AEB revelou que 66,5% das transações foram feitas por residentes de Braga, enquanto 25,2% foram de visitantes nacionais e 7,3% de turistas estrangeiros.
- O evento é considerado um ativo estratégico para a cidade, atraindo milhares de visitantes e impulsionando o consumo em diversos setores.
A Semana Santa de Braga gerou este ano um impacto económico na ordem dos 18 milhões de euros, mais 3,4 milhões do que em 2025. “O que vem confirmar a crescente relevância do evento para a economia local e para a afirmação de Braga como destino de referência no turismo religioso e cultural“, assegura o diretor-geral da Associação Empresarial de Braga (AEB), Rui Marques. França e Espanha surgem como os principais mercados internacionais.
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Os dados resultam de um estudo do retorno económico da Semana Santa de Braga, que foi apresentado pela AEB, tendo por base a análise das transações eletrónicas realizadas, através da rede SIBS, assim como uma comparação com a média das semanas anteriores. E que concluiu por um retorno económico na ordem dos 18 milhões de euros, superando os 14,6 milhões de euros contabilizados em 2025.
Durante o período deste evento religioso foram registados cerca de 55 milhões de euros em pagamentos eletrónicos, o que se traduziu num crescimento de 18,8% face a 2025. Também o número de operações aumentou 17,8% em relação ao ano anterior.
O que vem confirmar a crescente relevância do evento para a economia local e para a afirmação de Braga como destino de referência no turismo religioso e cultural.
Com base na origem dos cartões utilizados para as transações, a AEB aferiu que 66,5% das transações são provenientes do distrito de Braga, 25,2% dizem respeito a cartões de visitantes do resto do país e 7,3% foram realizadas com cartões estrangeiros. “Em todas as origens houve um crescimento significativo face à edição de 2025 da Semana Santa”, enfatizou Rui Marques, durante uma conferência de imprensa para apresentar os resultados deste estudo.
Rui Marques não tem dúvidas de que a Semana Santa é um ativo estratégico para a cidade minhota, uma vez que é “um dos eventos com maior retorno económico face ao investimento realizado”. A iniciativa reforça a atratividade da cidade, atraindo milhares de pessoas para assistir aos cortejos bíblicos que percorrem o centro histórico, entre outras celebrações religiosas da Páscoa.

Já a 3 de abril deste ano, em conversa com ECO/Local Online, o diretor-geral da AEB assinalava o “significativo peso económico do evento para Braga, também conhecida como a Roma portuguesa. Considerava mesmo o evento como “um balão de oxigénio para a economia local” e antecipava um retorno económico na ordem dos 16 milhões de euros que acabou por ser superado em dois milhões de euros, de acordo com os dados agora apresentados pela associação.
“Os resultados evidenciam um crescimento expressivo do consumo e do número de operações registadas durante o evento, bem como uma crescente internacionalização”, assinalou o diretor-geral da AEB. O consumo proveniente de visitantes nacionais e turistas estrangeiros representa já cerca de um terço do total registado durante a Semana Santa. França com mais de 1,4 milhões de euros em transações e Espanha com 750 mil euros surgem à cabeça como principais mercados internacionais.
Por sua vez, o vice-presidente da AEB, Varico Pereira, destacou o impacto económico transversal do evento nos mais diversos setores de atividade, desde o comércio e restauração até ao alojamento e vários serviços disponíveis na cidade.
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