Zelensky acusa Putin de “optar pela guerra” ao rejeitar encontro bilateral
"Infelizmente, o lado russo está mais uma vez a optar pela guerra. Simplesmente não quer acabar com a guerra", denunciou Volodymyr Zelensky, reagindo às declarações de Vladimir Putin.
O Presidente ucraniano acusou o homólogo russo de estar a “optar pela guerra” ao rejeitar uma reunião bilateral para tentar colocar um fim ao conflito que opõe os dois países há quatro anos.
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“Infelizmente, o lado russo está mais uma vez a optar pela guerra. (…) Simplesmente não quer acabar com a guerra”, denunciou Volodymyr Zelensky, reagindo às declarações de Vladimir Putin.
Horas antes, Putin tinha considerado inútil a realização de um encontro com o Presidente ucraniano antes de estar concluído um acordo de paz entre Moscovo e Kiev.
A troca de declarações surgiu quando prosseguem os esforços diplomáticos para encontrar uma solução negociada para o conflito, iniciado com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 e que permanece sem perspetivas imediatas de resolução.
Zelensky tem defendido repetidamente a necessidade de contactos diretos ao mais alto nível político para acelerar o processo negocial, enquanto Moscovo insiste que um encontro entre os dois líderes apenas faria sentido após a definição prévia dos principais termos de um eventual acordo.
As divergências sobre as condições para a realização de negociações diretas continuam a refletir a distância entre as posições das duas partes, apesar das sucessivas iniciativas internacionais destinadas a promover um cessar-fogo e uma solução diplomática para a guerra.
Costa e Von der Leyen apoiavam encontro
Horas antes da nova troca de acusações, os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia tinham apoiado a proposta de Volodymyr Zelensky de um encontro direto com Vladimir Putin, salientando que mostra que ninguém quer mais a paz do que os ucranianos.
Em conferência de imprensa no final de uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE com os homólogos dos Balcãs Ocidentais, Ursula von der Leyen considerou que a carta escrita pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao homólogo russo, Vladimir Putin, mostra que “ninguém quer mais a paz do que o povo e o Presidente da Ucrânia”. “E tem o nosso apoio total”, referiu.
Por sua vez, António Costa frisou que, desde o dia da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a UE tem procurado ajudar a Ucrânia a chegar a uma “paz justa e duradoura”, designadamente através da pressão à Rússia.
“E, claro, ao apoiar a Ucrânia nos seus esforços para negociações de paz. A nossa posição mantém-se: apoiar a Ucrânia e, ao mesmo tempo, olhar para o seu futuro na UE”, afirmou, saudando o anúncio, esta semana, do primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, a levantar o veto do país à abertura do primeiro capítulo do processo de adesão da Ucrânia ao bloco.
“É uma grande notícia. Como o primeiro-ministro Magyar disse, podemos presumir que, daqui a três semanas, será possível desbloquear o processo de adesão. Por isso, são muito boas notícias”, disse.
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