Jatos privados resistem à pressão do conflito no Irão
O conflito no Irão aumentou os preços dos combustíveis, mas não diminuiu a procura por voos em aviões privados.

A procura por jatos privados está a aumentar entre CEO, celebridades, estrelas do desporto de alto rendimento, diz a Reuters. Isto apesar do aumento do preço dos combustíveis, que quase duplicou desde o início da guerra no Irão, a finais de fevereiro.
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O número de voos privados aumentou cerca de 4% a nível global este ano, acrescentando milhares de viagens, segundo a WINGX. No mesmo período, a capacidade global da aviação recuou 3% a 4%, mostram dados da Cirium.
Kolin Jones, fundador e CEO da empresa Amalfi Jets, disse à Reuters que os pedidos para Cannes subiram cerca de um quarto face ao ano passado e que os pedidos para o Grande Prémio do Mónaco, realizado no domingo, aumentaram quase um terço. A procura está a ser alimentada por clientes que deixam a classe executiva e a primeira classe para reduzir riscos de cancelamentos e perturbações nos aeroportos.
A WINGX disse à Reuters que, durante o Super Bowl dos EUA na Califórnia, em fevereiro, o tráfego privado nos aeroportos próximos foi três vezes superior ao de um dia normal, enquanto no Masters de golfe de Augusta, em abril, foi dez vezes superior, passando de menos de 50 voos para mais de 400. Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, afirmou à Reuters que as horas de voo dos clientes “continuam a atingir máximos recorde mês após mês”.
O setor tem sido criticado por grupos climáticos e ativistas, que associam o uso de jatos privados à desigualdade global, ao impacto ambiental e a regras insuficientes. A European Business Aviation Association afirmou que a aviação executiva tem um papel relevante na ligação entre territórios europeus, enquanto os fabricantes e operadores afirmaram à Reuters que os clientes procuram mais segurança em períodos de incerteza.
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