Exportações sobem 15,5%, a taxa mais elevada desde julho de 2024

Saldo da balança comercial desagravou-se em abril face ao mês anterior, com as vendas de bens ao exterior a crescerem a um ritmo superior às compras.

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  • As exportações portuguesas de bens cresceram 15,5% em abril, superando as importações e melhorando o saldo da balança comercial, segundo o INE.
  • As importações aumentaram 8,9%, com destaque para os combustíveis e lubrificantes, embora tenham desacelerado em comparação com março, quando cresceram 12,3%.
  • O défice da balança comercial de bens foi de 2.883 milhões de euros, refletindo uma melhoria em relação ao ano anterior e ao mês anterior.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

As exportações portuguesas de bens e as importações subiram em abril, com as vendas ao exterior a crescerem a um ritmo superior às compras. Deste modo, o saldo da balança comercial desagravou-se face ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Segundo o INE, o crescimento homólogo das exportações de bens acelerou 15,5% em abril, face aos 10% registados no mês anterior, a taxa mais elevada desde julho de 2024 (+23,1%). Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE), ou seja, as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), o acréscimo das exportações foi superior, alcançado 16,9% face ao período homólogo.

Fonte: INE

Descontados os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 14,3% (após uma subida de 10%, em março), “em resultado do aumento das transações desta categoria de produtos em abril (+32% face ao período homólogo), essencialmente devido ao aumento de preço (+30,2%), uma vez que em volume apenas se registou uma subida de 1,4%”.

Entre os principais países parceiros de 2025, destacaram-se, em abril, os acréscimos das exportações para Espanha (+11,1%), França (+12,5%) e Alemanha (+12%). Relativamente a Espanha, o aumento das exportações resultou, principalmente, do acréscimo nas transações de fornecimentos industriais, enquanto para França destacou-se pelos acréscimos de máquinas e outros bens de capital e de fornecimentos industriais.

No caso da Alemanha, o acréscimo resultou, sobretudo, do aumento das máquinas e outros bens de capital, dos bens de consumo e dos fornecimentos industriais.

Paralelamente, as importações de bens aumentaram 8,9% face ao período homólogo, uma desaceleração face ao crescimento de 12,3% registado em março. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as importações cresceram 6,3% em abril de 2026.

As transações TTE, ou seja, transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), registaram um decréscimo significativo, pelo que, quando excluído este tipo de movimentos, as importações registaram um crescimento mais acentuado, de 15,3%.

Nesta matéria destacam-se os acréscimos das importações provenientes de Espanha (+13%), principalmente combustíveis e lubrificantes e material de transporte (sobretudo automóveis de passageiros). Em sentido contrário, destaca-se o decréscimo das importações provenientes da Irlanda (-79,1%), evidenciando-se os fornecimentos industriais, nomeadamente produtos químicos, correspondente, em grande parte, a transações com vista a trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade).

No balanço geral, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.883 milhões de euros, o que representa desagravamentos de 149 milhões quando comparado com abril de 2025 e de 24 milhões face ao mês anterior.

Fonte: INE

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