Gonçalo Boavida assume presidência da Associação Public Affairs Portugal

Rafael Correia,

Sofia Cartó e Rita Serrabulho assumem agora funções enquanto vice-presidentes da Associação Public Affairs Portugal. A mudança na liderança coincide com a entrada em vigor da nova Lei do Lobby.

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A Associação Public Affairs Portugal (PAPT), associação representativa do lobbying em Portugal, conta no seu terceiro ano de atividade com Gonçalo Boavida, partner da Lift Consulting, como presidente, depois de já ter assumido o cargo de vice-presidente nos dois primeiros anos de atividade da PAPT.

No modelo atualmente em vigor, a presidência roda entre os membros da direção, tendo Sofia Cartó, founder & partner da Loyal Ecosystem, assumido o cargo no primeiro ano da PAPT e Rita Serrabulho, managing partner da Political Intelligence Portugal, no segundo ano. Ambas ocupam o cargo de vice-presidentes neste terceiro ano.

No entanto, aquando da eleição do próximo mandato 2027-2029, que estará aberta aos cerca de 30 associados — entre individuais e empresas –, a direção será eleita em Assembleia Geral para mandatos de três anos, renováveis por igual período, sendo que o presidente da direção terá um limite de dois mandatos. A atual direção ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual recandidatura, tendo em conta que gostariam de dar oportunidade aos restantes associados, explica a PAPT, em declarações ao +M.

Esta tomada de posse ocorre no terceiro ano de atividade da associação, num momento marcado pela entrada em vigor da Lei do Lobby (Lei n.º 5-A/2026) a 27 de julho. Este novo quadro legal estabelece o enquadramento para a relação entre representantes de interesses, empresas, associações, organizações da sociedade civil, profissionais do setor de public affairs e entidades públicas.

A entrada em vigor da Lei do Lobby marca uma nova etapa para a representação de interesses em Portugal e traz consigo a responsabilidade coletiva de garantir que este novo enquadramento é compreendido, aplicado e valorizado por todos os intervenientes. Assumir a presidência da PAPT neste momento é, por isso, uma responsabilidade acrescida, na medida em que queremos contribuir para que a implementação da lei seja feita com rigor, diálogo e responsabilidade, reforçando a transparência e a confiança nos assuntos públicos em Portugal”, afirma Gonçalo Boavida, presidente da Associação Public Affairs Portugal (PAPT), citado em comunicado.

O novo mandato da PAPT dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela associação desde a sua criação, priorizando a profissionalização do setor, a promoção de boas práticas e o reforço da compreensão pública sobre a representação de interesses.

A PAPT pretende continuar a afirmar-se como interlocutor técnico junto de decisores políticos, reguladores, empresas e sociedade civil, acompanhando e apoiando a implementação e regulamentação do novo quadro legal, promovendo a transparência, a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória para empresas e instituições, em conformidade com o trabalho desenvolvido nas diversas audiências e audições junto dos diferentes decisores políticos.

Queremos continuar a ser uma parte ativa desta nova fase, bem como uma referência para ajudar qualquer cidadão, organização ou entidade pública na implementação da Lei, avaliação da mesma e, acima de tudo, na manutenção de elevados padrões de ética e transparência”, reforça o novo presidente da associação.

A integração no ecossistema internacional de public affairs continuará a ser um dos eixos de afirmação da PAPT, que integra a P.A.C.E. – Public Affairs Community of Europe, organização que reúne associações congéneres de vários países europeus.

A ligação ao contexto europeu será ainda aprofundada em outubro de 2026, quando Portugal acolher a PACE Young Professionals Academy, encontro dedicado à nova geração de profissionais do setor, que pretende promover a partilha de boas práticas, aproximar o mercado nacional das dinâmicas europeias e contribuir para a consolidação de uma área em crescente afirmação institucional.

A nova presidência da PAPT pretende reforçar a atuação da associação enquanto plataforma de convergência entre profissionais, organizações e instituições.

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