Mau tempo: Metade das candidaturas para reconstrução de casas processadas pelas CCDR
As CCDR já aprovaram um apoio de 52,76 milhões de euros para reconstrução de casas afetadas pelo chamado "comboio das tempestades", que assolou principalmente a região Centro do país.
Cerca de metade das 35.908 candidaturas para apoios à recuperação de habitações afetadas pelas tempestades do início do ano foram processadas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), estando aprovado um montante de 52,76 milhões de euros.
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De acordo com dados da plataforma do Governo, as várias CCDR processaram 18.279 candidaturas (51%), das quais foram aprovadas e pagas 11.425 (32%). Estão igualmente aprovadas, mas por pagar, 1.388 e foram indeferidas 5.466.
A CCDR Centro foi a que registou mais candidaturas, um total de 25.723. Processou 11.581 (45%), das quais já foram pagas 6.864. Nesta região, destacam-se com maior número de candidaturas os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Pombal, com 10.808, 3.365 e 2.482, respetivamente.
A CCDR processou 4.626 (2.840 pagas) em Leiria, 292 (201 pagas) na Marinha Grande e 1.785 (1.119 pagas) em Pombal.
No que respeita às restantes CCDR, Lisboa e Vale do Tejo teve 9.838 candidaturas (6.626 processadas), Alentejo 188 (65 processadas), Norte 138 (sete processadas) e Algarve 21 (todas ainda aguardam análise das câmaras municipais).
Na CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, Ourém teve 3.758 candidaturas, das quais foram processadas 3.034 e 2.371 já foram pagas.
Há vários municípios que ainda não concluíram a análise de qualquer candidatura, como é o caso de Lisboa (93 candidaturas) e Almada (83 candidaturas).
Na região do Alentejo, a maioria das 188 candidaturas são referentes ao concelho de Alcácer do Sal. Das 130 apresentadas, 63 foram processadas pela CCDR e 48 já estão aprovadas e pagas.
Na segunda-feira, o ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas.
Castro Almeida esclareceu que “o prazo de 30 de junho era um prazo indicativo, foi uma meta que os próprios municípios e as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) se impuseram a si próprios”.
“Foi uma data indicativa. Se tiver de ir para depois de julho, quer dizer que não foi possível fazer antes”, declarou.
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