NATO é “indispensável” para a segurança europeia. Grupo E5 deve liderar União da Defesa

  • Tiago Martins d'Oliveira e Lusa
  • 9 Junho 2026

António Costa diz que uma NATO "mais forte" é indispensável para a segurança europeia, enquanto Andrius Kubilius defende que o grupo E5 deve liderar a nova União Europeia da Defesa.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou esta terça-feira que uma NATO mais forte “se mantém indispensável para a segurança da Europa”, pedindo que a União Europeia e a Aliança trabalhem em conjunto para responder às ameaças comuns.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Numa mensagem divulgada nas redes sociais após se ter reunido com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas, António Costa afirma que a Defesa europeia é uma “prioridade da União Europeia (UE)” e, na cimeira do Conselho Europeu da próxima semana, os chefes de Estado e de Governo do bloco vão “avaliar os progressos que têm sido feitos”.

“Uma UE mais forte significa uma NATO mais forte. E uma NATO mais forte mantém-se indispensável para a segurança da Europa. Por isso é que temos de continuar a trabalhar lado a lado para respondermos aos desafios e ameaças comuns”, defende.

O presidente do Conselho Europeu não foi o único a demonstrar preocupações face à defesa e segurança do Velho Continente, numa altura em que drones russos continuam a entrar no espaço aéreo europeu na região do Báltico.

O comissário da Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, afirmou que quer transformar o grupo E5 num “Conselho de Segurança Informal” para dar início a uma nova União Europeia da Defesa, concebida para integrar a Ucrânia na segurança do bloco europeu.

O plano do executivo europeu foi apresentado esta terça-feira durante uma conferência do Centro Martens e prevê que o grupo dos cinco países – Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Polónia – assuma a liderança na elaboração de uma nova estrutura que garanta a segurança do Velho Continente, noticia o Euractiv.

Contudo, a proposta de Kubilius situa-se deliberadamente fora do quadro da União Europeia, argumentando que os tratados atuais não foram concebidos para a defesa territorial da Europa e não conseguem acomodar facilmente parceiros como o Reino Unido, a Noruega ou a Ucrânia.

O político lituano defendeu ainda que uma estrutura intergovernamental permitira que os países interessados avançassem mais rapidamente e sem esperar por alterações nos tratados ou por um acordo unânime entre todos os 27 Estados-membros, prevendo que “cerca de 15 países seriam suficientes para lançar a iniciativa”, citado pelo site de notícias.

Andrius Kubilius vincou que a Ucrânia é fundamental no seu plano, classificando as suas forças armadas como “o exército mais forte da Europa”. “A Europa precisa que a Ucrânia se fortaleça muito mais. Não algures no futuro, mas agora”, sublinhou.

O comissário europeu da Defesa acrescentou que o exército e a indústria de defesa ucraniana poderiam desempenhar um papel crucial no preenchimento das lacunas de capacidade militar que os Estados Unidos têm começado a deixar no bloco, depois de Trump anunciar a redução de tropas destacadas na Europa e com atrasos nas entregas de equipamentos militares.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

NATO é “indispensável” para a segurança europeia. Grupo E5 deve liderar União da Defesa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião