NATO é “indispensável” para a segurança europeia. Grupo E5 deve liderar União da Defesa
António Costa diz que uma NATO "mais forte" é indispensável para a segurança europeia, enquanto Andrius Kubilius defende que o grupo E5 deve liderar a nova União Europeia da Defesa.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou esta terça-feira que uma NATO mais forte “se mantém indispensável para a segurança da Europa”, pedindo que a União Europeia e a Aliança trabalhem em conjunto para responder às ameaças comuns.
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Numa mensagem divulgada nas redes sociais após se ter reunido com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas, António Costa afirma que a Defesa europeia é uma “prioridade da União Europeia (UE)” e, na cimeira do Conselho Europeu da próxima semana, os chefes de Estado e de Governo do bloco vão “avaliar os progressos que têm sido feitos”.
“Uma UE mais forte significa uma NATO mais forte. E uma NATO mais forte mantém-se indispensável para a segurança da Europa. Por isso é que temos de continuar a trabalhar lado a lado para respondermos aos desafios e ameaças comuns”, defende.
O presidente do Conselho Europeu não foi o único a demonstrar preocupações face à defesa e segurança do Velho Continente, numa altura em que drones russos continuam a entrar no espaço aéreo europeu na região do Báltico.
O comissário da Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, afirmou que quer transformar o grupo E5 num “Conselho de Segurança Informal” para dar início a uma nova União Europeia da Defesa, concebida para integrar a Ucrânia na segurança do bloco europeu.
O plano do executivo europeu foi apresentado esta terça-feira durante uma conferência do Centro Martens e prevê que o grupo dos cinco países – Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Polónia – assuma a liderança na elaboração de uma nova estrutura que garanta a segurança do Velho Continente, noticia o Euractiv.
Contudo, a proposta de Kubilius situa-se deliberadamente fora do quadro da União Europeia, argumentando que os tratados atuais não foram concebidos para a defesa territorial da Europa e não conseguem acomodar facilmente parceiros como o Reino Unido, a Noruega ou a Ucrânia.
O político lituano defendeu ainda que uma estrutura intergovernamental permitira que os países interessados avançassem mais rapidamente e sem esperar por alterações nos tratados ou por um acordo unânime entre todos os 27 Estados-membros, prevendo que “cerca de 15 países seriam suficientes para lançar a iniciativa”, citado pelo site de notícias.
Andrius Kubilius vincou que a Ucrânia é fundamental no seu plano, classificando as suas forças armadas como “o exército mais forte da Europa”. “A Europa precisa que a Ucrânia se fortaleça muito mais. Não algures no futuro, mas agora”, sublinhou.
O comissário europeu da Defesa acrescentou que o exército e a indústria de defesa ucraniana poderiam desempenhar um papel crucial no preenchimento das lacunas de capacidade militar que os Estados Unidos têm começado a deixar no bloco, depois de Trump anunciar a redução de tropas destacadas na Europa e com atrasos nas entregas de equipamentos militares.
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