Novo Governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia
O novo Governo pró-russo da Bulgária vai suspender a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.
O novo Governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumen Radev, anunciou esta terça-feira que suspenderá a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.
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“A guerra na Ucrânia não se resolverá no campo de batalha. Estamos a assistir a uma guerra de desgaste e, por mais armamento que se acumule, o único resultado é a perda de vidas humanas. É tempo de nos sentarmos à mesa das negociações”, declarou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, à comunicação social.
Segundo o ministro, chegou a altura de procurar o que classificou como “paz justa” para as “duas partes envolvidas no conflito”.
O primeiro-ministro, Rumen Radev, um ex-militar que foi presidente da Bulgária antes de vencer, com maioria absoluta, as eleições legislativas de abril, defendeu as negociações com a Rússia desde o início da agressão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022. Radev opõe-se também às sanções económicas impostas pela União Europeia (UE) à Rússia.
Stoyanov manifestou dúvidas de que a UE, da qual a Bulgária é membro, possa desempenhar um papel de mediação no conflito, uma vez que já prestou ajuda à Ucrânia.
Os anteriores Governos búlgaros contribuíram inicialmente para o esforço de guerra da Ucrânia com o envio de munições e combustível através de intermediários e, desde o final de 2022 até 2024, com pacotes de ajuda militar oficialmente aprovados pelo parlamento.
A indústria de Defesa búlgara aumentou significativamente a produção de munições de calibre soviético, utilizadas pela Ucrânia, e participa como fornecedor em iniciativas europeias para o abastecimento de projéteis.
Em 2023, o parlamento búlgaro autorizou a entrega de cerca de uma centena de veículos blindados de fabrico soviético (BTR-60PB), apesar das objeções de Radev, então chefe de Estado.
Países nórdicos e bálticos apoiam Ucrânia na adesão à UE e à NATO
Os líderes dos países nórdicos e bálticos manifestaram esta terça-feira em duas declarações conjuntas o desejo de ver a Ucrânia integrar a UE “o mais rapidamente possível” e o seu apoio ao trajeto de Kiev rumo à NATO.
“A Ucrânia é um parceiro estratégico de segurança para a NATO, contribuindo diretamente para a segurança euro-atlântica (…) Apoiamos a Ucrânia na sua marcha irreversível rumo a uma integração euro-atlântica completa, incluindo a sua adesão à NATO”, afirmaram os chefes de governo dos países nórdicos e bálticos, reunidos na oitava cimeira, em Tallinn, Estónia, na presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Presidida pelo primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, a reunião tem por foco a cooperação em matéria de segurança e defesa, o desenvolvimento da indústria de defesa, o apoio à Ucrânia, a competitividade e o avanço da inteligência artificial.
Quanto ao alargamento da União Europeia até Kiev, os oito países, formato conhecido como NB8 (Nordic-Baltic Eight), saudaram os “progressos alcançados” pela Ucrânia neste sentido e defenderam a abertura “sem demora” de todos os dossiês de negociação com a Ucrânia entre junho e julho deste ano, considerando que “a adesão da Ucrânia à UE deverá ser concluída o mais rapidamente possível”.
(Notícia atualizada às 17h52 com mais informação)
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