Petróleo alivia, mas pouco. Mercados descrentes das promessas de Trump
O petróleo está esta manhã em queda, depois do Irão e Israel anunciarem a interrupção dos ataques. Ações asiáticas registaram uma forte valorização. A Europa acordou dividida.
A cotação do petróleo está esta segunda-feira em queda depois de o Irão e Israel terem anunciado uma paragem nos ataques, que estavam a pôr em causa a continuação das negociações para travar o conflito no Médio Oriente. As bolsas asiáticas tiveram uma sessão robusta. Já a Europa acordou com reticências.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
O Brent, referência para a Europa, segue a descer 1,19% para os 93,13 dólares por barril. Nos EUA, o West Texas Intermediate cede 1,7% para 89,75 dólares, segundo dados da Bloomberg. Na sessão anterior, os preços chegaram a subir 5%, depois do lançamento de mísseis por Teerão contra Israel e de novos ataques israelitas contra o Irão e no Líbano terem reduzido as esperanças num fim do conflito a breve trecho.
Ainda ontem, os dois lados anunciaram uma suspensão das operações militares, depois do Presidente dos EUA ter falado com o primeiro-ministro israelita apelando a um cessar-fogo. “Embora isto tenha ajudado a evitar que a situação se agravasse, o contexto geopolítico continua tenso e um acordo de paz duradouro permanece difícil de alcançar”, disse Tony Sycamore, analista de mercado da IG, em declarações à Reuters.
Donald Trump insiste que a guerra irá terminar em breve – afirmou esta terça-feira que um acordo poderá chegar em “dois ou três dias” – mas isso tarda em materializar-se. A CNN conta 37 vezes que o Presidente dos EUA já disse que a guerra iria terminar em poucos dias ou que o Irão está desesperado por fechar um entendimento, entre declarações e publicações na sua rede social.
Com este pano de fundo, as ações asiáticas tiveram uma sessão de ganhos, seguindo o tom positivo das bolsas americanas na segunda-feira. O mercado acionista da Coreia do Sul saltou 7%, depois de cair 8% na véspera. No Japão, o Nikkei subiu 2,1%, depois de perder 3,9% ma sessão anterior. Na China, onde as exportações saltaram 19,4% em maio para um novo recorde, o índice CSI 300 apreciou 0,9%.
Tendência que a Europa não acompanhou, apresentando uma tendência mista esta manhã. Enquanto Londres (-0,3%) e Frankfurt (-0,2%) seguem com quedas ligeiras, Paris (0,12%), Milão (0,8%) e Madrid (0,53%) seguem com ganhos. Lisboa segue a subir 0,13%.
A aceleração da inflação tem contribuído para uma subida das taxas das obrigações soberanas, encarecendo o custo de financiamento da economia, o que também tem condicionado as bolsas. Esta manhã, as yields seguem com quedas muito ligeiras nos prazos a 10 anos. As treasuries americanas recuam 1,6 pontos base par 4,555%, enquanto os títulos da Alemanha cedem 0,5 pontos base.
A agitar o dia nos mercados vão estar o anúncio de que a OpenAI iniciou o processo para a venda de capital em bolsa e as novidades apresentadas pela Apple na segunda-feira, com destaque para o reforço de ferramentas de inteligência artificial.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Petróleo alivia, mas pouco. Mercados descrentes das promessas de Trump
{{ noCommentsLabel }}